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quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Eleições | 12:57

Quebra dos sigilos era informação para políticos ou para reportagem?

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São cada vez maiores as suspeitas entre políticos, tanto do governo como da oposição, de que havia um esquema de venda de informações entre funcionários da Receita Federal.

Há suspeitas até da existência, no mercado, de empresas  e ex-integrantes de órgãos de informação do governo especializados no levantamento e na venda de dados cadastrais de pessoas físicas e jurídicas.

Também são fortes as suspeitas da Polícia Federal de que estes esquemas alimentavam jornalistas investigativos de diversos veículos de comunicação

O vazamento dos sigilos fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, e de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra, provavelmente teria ocorrido dentro deste esquema.

A PF investiga, neste momento:

1) Se os dados foram produzidos mesmo para serem entregues a um jornalista;

2) Se esse jornalista estava a serviço de algum político ou de algum veículo de comunicação, em setembro de 2009, quando foi quebrado o sigilo.

Procurado pelo Poder Online, o ex-deputado José Mentor (PT-SP), que foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Banestado, acrescenta um dado curioso a essa história toda: boa parte dos nomes investigados integravam um relatório parcial da CPI que ele enviou ao Ministério Público.

— Nâo sei por que isso, mas realmente os nomes coincidem.

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