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sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Eleições | 09:08

As articulações políticas de Bento XVI

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O arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, foi, literalmente, reclamar ao bispo, ou melhor, ao Papa. Saiu do Vaticano, cardeal. Como se sabe, é agora o nono cardeal brasileiro.

PhD em política, Bento XVI o nomeou para dar mais força à voz de Dom Damasceno, que comprou o embate com outros bispos contrários às manifestações políticas da igreja. Agora, sua fala tem um tom acima na escala católica e tem que ser ouvida e respeitada por aqueles que o faziam oposição. Bento XVI, assim, estabeleceu consequências normativas à rebeldia, sobretudo, da chamada igreja progressista.

O receio do Vaticano é que uma lei de descriminalização do aborto aprovada num país importante como o Brasil influencie mundo afora e seja um rastro de pólvora.

Quem entende de igreja tem a certeza de que a questão do aborto extrapolou a campanha eleitoral e percorrerá todo o próximo governo – com o risco de, se Dilma Rousseff for eleita, ter dificuldade em ser recebida pelo Papa.

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