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domingo, 13 de fevereiro de 2011 Partidos | 06:01

Agripino Maia propõe acordo a Bornhausen para pacificar o DEM

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Foto: Elza Fiúza/ABr

O senador José Agripino Maia (RN) está candidatíssimo a presidente do Partido Democratas.

Ele é apontado na imprensa como um representante da ala ligada ao atual presidente, deputado Rodrigo Maia (RJ), contra o histórico dirigente supremo da legenda, Jorge Bornhausen (SC).

Mas Agripino tentará convencer Bornhausen de que ele pode ser o nome de consenso do partido. Eles têm encontro marcado, amanhã, em São Paulo, com a presença do ex-senador Marco Maciel (PE) — o preferido de Bornhausen para comandar o DEM — e do prefeito Gilberto Kassab, que ameaça deixar a legenda.

Poder Online: Mas o senhor não acha que a imprensa já o identificou demais com o grupo do Rodrigo Maia?

José Agripino Maia: Olha, eu fui convidado a me candidatar pelo Bornhausen. Depois é que surgiu essa história de grupo A e grupo B. Acho que qualquer figura, neste momento, é menor do que a necessidade de unirmos o partido.

Poder Online: Mesmo o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que ameaça deixar o DEM?

Agripino: Tenho o maior respeito e admiração pelo Kassab. Mas a unidade dos que ficarem no partido é mais importante do que a entrada ou saída de qualquer um.  Eu vou trabalhar pelo consenso. Acredito que podemos conseguir isso.

Poder Online: O sr. viu o artigo do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) em que ele diz que Bornhausen quer deixar o DEM para entrar no PMDB e aderir ao governo?

Agripino: Não li, e não pretendo ler. Tenho o maior respeito também pelo Cesar Maia, que é uma liderança muito importante do partido, mas não é hora de incentivar a discórdia.

Poder Online: Numa convenção, quem vence? O grupo dos Maia ou o dos Bornhausen (Jorge Bornhausen e o filho, Paulo Bornhausen)?

Agripino: Bem, você viu o resultado da eleição na bancada (nota da coluna: o candidato de Rodrigo Maia, ACM Neto (BA), derrotou Eduardo Sciarra (PR), que foi apoiado pelo ex-líder Paulo Bornhausen).  Mas não interessa neste momento falar quem é mais forte ou mais fraco. Interessa saber uma forma de compor os diversos grupos do partido, dando-lhes uma representação consensual na Executiva, capaz de manter o Democratas unido.

Poder Online: Mas parece que isso vai ser difícil…

Agripino: Na política é preciso habilidade e capacidade de negociação. Veja o ACM Neto: chamou o próprio Sciarra para seu vice-líder e outros dois nomes que votaram contra ele. É isso que tem que ser feito. Superar problemas do passado e unificar a legenda. A unidade é que nos trará força. É isto que vou propor na reunião de segunda-feira: que encontremos uma equação em que todos caibam no partido.

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