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segunda-feira, 25 de abril de 2011 Partidos | 17:54

Paulo Bornhausen insiste na fusão do DEM com o PSDB. Mas mantém a porta aberta para o PSD de Kassab

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Paulo Bornhausen

Diante das notícias de que a o ex-senador e ex-presidente do Partido Democratas Jorge Bornhausen e seu filho, Paulo Bornhausen — atual secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina — podem deixar o DEM e se filiar ao PSD, a coluna procurou Paulo Bornhausen.

O ex-deputado explicou ao Poder Online que seguirá “o comando do governador” de seu Estado, ou seja, de Raimundo Colombo, também filiado ao DEM. E que o grupo ainda insistirá na fusão com o PSDB.

Paulo Bornhausen revelou ter discutido o assunto com os tucanos no encontro de lideranças empresarias de Comandatuba, na Bahia, neste final de semana.

E que na próxima quarta-feira o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso discutirá a fusão PSDB-DEM com caciques do tucanato, como o próprio Alckmin e o ex-governador José Serra.

Se nada andar, ficou claro que o PSD é, de fato, uma opção para os Bornhausen. Veja:

Poder Online — Afinal, o senhor e seu pai vão para o PSD do prefeito Gilberto Kassab?

Paulo Bornhausen — Estamos aguardando a orientação do governador Raimundo Colombo. Sou um liderado do governador. E ele tem discutido com os tucanos a possibilidade de fusão entre o DEM e o PSDB. Na quarta-feira, haverá uma conversa entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador Alckmin e o ex-governador José Serra, no sentido de se tentar uma decisão mais rápida sobre se haverá ou não a fusão.

Poder Online — Pelo que se vê no noticiário, tudo indica que não haverá esta fusão…

Paulo Bornhausen — Não vejo assim. Ainda há possibilidade. Tudo depende de se convencer o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. Creio que se o Aécio concordar, seus aliados no DEM acabam concordando com a fusão.

Poder Online — Mas e se o PSDB não decidir?

Paulo Bornhausen — O PSDB tem de tomar uma decisão rápida, porque senão corre o risco de perder o protagonismo que exerce nas oposições. Afinal, são eles que têm, até agora, os principais nomes para as eleições presidenciais de 2014. Se não tomarem uma decisão, correm o risco de ficar com aliados apenas entre aqueles que não têm votos e, portanto, não têm para onde ir.

Poder Online — O senhor disse isto ao governador Geraldo Alckmin em Comandatuda?

Paulo Bornhausen — Disse sim. Ele se mostrou simpático. Pareceu concordar. Mas não transpareceu estar decidido.

Poder Online — E a ida de vocês para o PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab?

Paulo Bornhausen — Pois é. Nossa opção principal é ficar no partido e fundir com o PSDB. Mas o prefeito Kassab de fato tem sido muito simpático. Ele também procurou o governador Raimundo Colombo. É como eu disse: somos liderados pelo governador aqui em Santa Catarina.

Poder Online — Então?

Paulo Bornhausen — Então vamos acompanhar a decisão do governador. É o que posso dizer por enquanto.

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