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quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Brasil | 11:18

Zé Aníbal cobra de Luciano Coutinho ação contra apagões da Eletropaulo

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Luciano Coutinho (Foto: AE)

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, enviou, agora há pouco, ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, carta cobrando providências do banco, um dos principais acionistas da AES Eletropaulo, sobre a deterioração do serviço da empresa.

Aníbal e Coutinho já haviam conversado, há algumas semanas, sobre os apagões de junho e julho na região metropolitana de São Paulo. A formalização da reclamação, no entanto, deixa a AES Eletropaulo sob pressão ainda maior. Esses são os principais trechos da carta:

“Dez anos após as privatizações, as ocorrências de interrupção de energia e o tempo de restabelecimento caíram 50% em relação à gestão estatal. De três anos para cá, deteriorou-se o trabalho de toda a década. Os indicadores de qualidade recuaram em 50% sobre o terreno conquistado.

Os compromissos firmados com a empresa relevaram-se inúteis, pois foram descumpridos solenemente. A valer-se da tendência observada nas prioridades da atual gestão, cuja distribuição de dividendos supera o lucro líquido, observa-se um deliberado processo de desinvestimento em curso.

É de conhecimento geral que os maus serviços prestados pela AES Eletropaulo vêm penalizando a economia e a qualidade de vida no Estado de São Paulo. A região metropolitana da capital, área de atuação da empresa, tem a maior densidade populacional do país, e responde não apenas por 60% do ICMS paulista, como também por 25% de todo o IPI e Imposto de Renda arrecadados pela União.

Pelo fluxo de investimentos financiados pelo próprio BNDES no Estado, pode-se mensurar o grau de insegurança que a concessionária lança em nosso ambiente econômico.

Sob pressão da sociedade e do Governo de São Paulo, a AES Eletropaulo anunciou investimentos adicionais de R$ 120 milhões até o final do ano, o que é insatisfatório diante da defasagem de aportes em manutenção, expansão e modernização da rede.

Somados aos prejuízos e aborrecimentos causados à população, inclusive no que tange à prestação de serviços essenciais, não podemos deixar de esperar que o BNDES, que é regido pelo princípio do interesse público, represente os anseios da sociedade no Conselho de Administração da empresa.

Sem uma ação determinante do poder público, é certo um constrangimento infraestrutural na área de energia justo no momento em que mais se depende do setor: a curva de crescimento anual da demanda por energia (de 4,6% no estado) e os grandes eventos esportivos que nos esperam.”

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