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terça-feira, 23 de agosto de 2011 Partidos | 17:27

PSD terá direito a 106 funcionários no gabinete da liderança

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Faria (de barba) no encontro do PSD de Kassab com Dilma (Foto: Divulgação/Palácio do Planalto)

No dia 21 de julho, o PMN entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal contra a Resolução nº4/2011 da Câmara, que “tem como objetivo adequar a proporcionalidade” do número de funcionários em gabinetes de lideranças ao tamanho das bancadas.

O fato está gerando protesto dos pequenos partidos porque os grandes mantiveram seus quadros mesmo com a redução das bancadas na eleição de 2010. O DEM passou de 65 para 43, mas mantém seus 106 funcionários. O PMDB caiu de 89 para 79, mas garante ainda 124 servidores na liderança. O PSDB perdeu 13 cadeiras e foi para 53, sem alterar seus 106 funcionários.

O PMN tem cinco deputados, contava com 25 funcionários e, com a resolução nº 4, ficou com apenas oito.

Na justificativa da liderança do PMN ao STF, o partido acusa: ” Em verdade, não foi no ensejo de adequar o funcionamento das legendas que se editou a resolução que ora se impugna incidentalmente. O que se tem é que a direção da Câmara dos Deputados, de forma abusiva e ilegítima, prepara-se para acomodar o PSD, nova legenda liderada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que sequer teve o seu registro deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.”

Ou seja, se nascer mesmo com 40 deputados (ou até 55), o PSD terá direito a 106 servidores no gabinete de liderança.

A reação do PMN é explicada em números. Dos cinco deputados, o partido perdeu três – inclusive o líder. Na quinta-feira passada, o deputado Fabio Faria (RN) até visitou Dilma Rousseff ao lado de Kassab. Ou melhor, atrás de Kassab, como mostra a foto.

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