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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 Economia | 06:02

A hora de Dilma Rousseff enfrentar a questão do etanol

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Depois de obter a vitória de mercado livre para o etanol brasileiro nos Estados Unidos, com o fim das barreiras tarifárias em 31 de dezembro, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) espera colher os frutos no governo Dilma Rousseff.

O embate entre a tributação do álcool contra a gasolina (sob controle rígido desde 2005 para impedir alta da inflação), segundo a Unica, é o que está impedindo a expansão do setor pois deixa o etanol sem competitividade.

Se Lula propagava o etanol pelo mundo, Dilma faz vista grossa.

O setor, agora, decidiu direcionar seus esforços para dar sua versão ao consumidor do porquê do preço do álcool subir tanto, mas também teme que a reação do governo seja aumentar o preço da gasolina e culpar os famosos usineiros.

Aliás, o índice de preços agrícolas, medido pelo governo de São Paulo, subiu 14,57% em 2011. A culpa? Da cana-de-açúcar que bateu 36,42%. A explicação técnica: os preços internacionais ainda estão em patamares elevados para o açúcar e a escassez relativa do álcool combustível no mercado interno.

A Unica garante que o que está determinando o aumento é a falta de competitividade com a gasolina e não o preço do açúcar que, segundo consultores, deve cair em 2012 devido à ampliação das exportações da Índia.

Seja lá o que for, Dilma Rousseff terá que sentar qualquer hora dessa para discutir a questão que ganha importância justamente no momento em que os brasileiros estão enchendo o tanque do carro para pegar a estrada nas férias. O Jornal Nacional, por exemplo, aproveitou o momento e colocou uma série de reportagem no ar sobre o tema.

A propósito: esse também é o tema de reportagem sobre o Brasil da revista The Economist desta semana.

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