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quinta-feira, 17 de maio de 2012 Congresso | 09:08

Integrante do Conselho de Ética do Senado, Mário Couto já foi porta-voz dos bicheiros, segundo jornais do Pará

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A manchete acima — do jornal “Diário do Pará” no dia 5 de abril de 1988 — foi postada pelo site A perereca da vizinha, no dia 16 de março.

O texto do jornal, sob o título “Bicheiros denunciam delegado“, diz:

“A Associação dos banqueiros e bicheiros do Estado do Pará está em assembleia geral permanente desde ontem. Segundo informou o presidente do órgão, Miguel Pinho, explicando que o fato se deve às ameaças de ‘estouro’ das ‘fortalezas’ do jogo do bicho feitas pelo delegado Clóvis Martins, do Dops. O porta-voz da Associação, Mário Couto, disse ontem, ao convocar a imprensa para uma coletiva ao lado dos principais ‘banqueiros’ da cidade, que haverá várias denúncias contra Clóvis Martins acusando-o de corrupção, e também será pedida a criação de uma CPI para apurar seu envolvimento com o jogo do bicho. “

Mário Couto é segundo da direita, na foto. Em página interna, o jornal o aponta como o dono da banca “da Favorita”.

Hoje, ele ocupa uma cadeira no Senado da República, eleito pelo PSDB do Pará.

E é membro titular do Conselho de Ética, que julgará o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) por envolvimento com o banqueiro do bicho Carlinhos Cachoeira.

Na sessão do Conselho do dia 8 de maio, Mário Couto afirmou:

— Se isso (as apostas em corrida de cavalo) é liberado, por que os outros jogos não são? Corrida de cavalo é liberada no Brasil. O Senado precisa abrir o debate. A quem compete fiscalizar a contravenção?

Antes do aparecimento das denúncias contra  Cachoeira e Demóstenes, no dia 15 de fevereiro, Poder Online entrevistou Mario Couto em vídeo e perguntou especificamente se ele era bicheiro.

O senador negou peremptoriamente. Disse que se os acusadores provarem o contrário, ele renunciará ao mandato.

Reveja o vídeo:

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