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segunda-feira, 8 de outubro de 2012 Eleições | 05:01

PSB já ameaça tomar espaço do PMDB, afirma Geddel Vieira Lima

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Com dois prefeitos de capitais — importantes como Belo Horizonte e Recife — eleitos no primeiro turno e outros três disputando o segundo turno, o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, teve um resultado igual o do maior partido do país, o PMDB.

Mas com uma diferença: o PSB só elegeu três prefeitos de capitais em 2008 e poderá chegar a cinco nessas eleições de 2012.

Já o partido do vice-presidente da República, Michel Temer, diminuiu.

Eram seis peemedebistas  prefeitos de capitais em 2008 e, nestas eleições, no máximo serão cinco: Rio de Janeiro e Boa Vista (AC), onde o PMDB foi vitorioso no primeiro turno, e outras três capitais em que disputa o segundo turno.

— O problema não é só numérico. É também de estratégia. O PSB cresce e toma espaço porque tem projeto de poder, ameaça com a candidatura do Eduardo Campos a presidente da República. O PMDB está há várias eleições presidenciais sem apresentar candidato, sem se colocar como possibilidade de poder – reclama o ex-deputado e ex-líder na Câmara Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).

Geddel acaba de amargar uma derrota em Salvador, com o candidato de seu partido, Mário Kertesz, não chegando aos 10% dos votos para prefeito.

Agora Geddel terá que decidir entre apoiar no segundo turno um arquiinimigo histórico — o DEM do candidato ACM Neto –, ou apoiar o novo grande inimigo, o PT do governador Jaques Wagner, que tem como candidato Nelson Pelegrino.

— O PMDB pagou nessas eleições o preço de estar há tantos anos a reboque dos outros. O DEM fez isso. Ficou a reboque do PSDB e agora está praticamente acabando. Espero que o meu partido reveja sua estratégia.

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