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terça-feira, 23 de outubro de 2012 Congresso, Eleições, Partidos | 14:00

A fusão PSB-PSD

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As eleições municipais, que já no primeiro turno deram ao PSB um aumento de 42% em número de prefeituras, vão reabrir um debate interno no partido em busca de uma fusão com outra legenda. A noiva cobiçada vem a ser o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cortejada há quase dois anos, mas que só agora tem correspondido ao assédio.

“A fusão é um tema embrionário. Está ovulando”, diz o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). A primeira parte das negociações pode ser feita logo depois do segundo turno quando Delgado, candidato a presidência da Câmara, vai procurar o PSD para formar um bloco na tentativa de quebrar a hegemonia PT/PMDB no comando da Casa.

O líder do PSD na Câmara, Guilherme Campos (SP), por enquanto não diz sim nem não, mas se mostra disposto ao namoro. “Vamos aguardar o final do segundo turno”, afirma. Dentro do PSB, outro nome de peso a favor da fusão com o PSD, é o deputado Alexandre Cardoso, candidato a prefeito de Duque de Caxias (RJ). Para ele, a unificação daria musculatura a um novo partido no Congresso (na Câmara nasceria com a maior bancada, de 91 deputados) e, de quebra, abriria caminho para uma terceira via de disputa pelo poder.

Com 39 deputados – oito deles licenciados -, o PSB quer viabilizar a candidatura à Presidência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mas ao contrário do que sugerem as urnas agora, é um projeto para 2018. Alexandre Cardoso acha que pelo desenho atual da política, o partido marcharia com Dilma Rousseff novamente em 2014.

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