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quarta-feira, 14 de novembro de 2012 Brasil, Partidos | 06:30

Mensalão acirra divisão no PT

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O julgamento do mensalão terá consequências também nas disputas internas do PT.

Marcadas para o ano que vem, as eleições para os diferentes níveis de comando do partido deixarão explícitas as divergências acirradas pelo julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Muitos petistas apostam num enfraquecimento da corrente Construindo um Novo Brasil, majoritária no partido desde sua fundação. Pertencem à CNB ex-dirigentes como José Dirceu e José Genoino, condenados pelo STF, e o ex-presidente Lula.

O crescimento da oposição – em particular da corrente Mensagem ao Partido – não deverá impedir que a CNB mantenha a hegemonia no PT, mas há a expectativa de que os poderes ficarão mais divididos.

A Mensagem foi criada quando estourou o caso mensalão – seu nome vem de um manifesto, uma mensagem, para que o PT se reencontrasse com velhas propostas e deixasse de lado o pragmatismo que marcou sua atuação a partir da primeira eleição de Lula.

Um pragmatismo que gerou o mensalão.

Um dos principais nomes da Mensagem é o governador Tarso Genro (RS) que, em outubro, escreveu um artigo que gerou muita discussão no partido: classificou de “devido e legal” o julgamento do mensalão.

Detalhe importante: nova estrela do PT, Fernando Haddad, prefeito eleito de São Paulo, integra a Mensagem.

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