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quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Brasil | 14:30

Uma homenagem a Rubens Paiva

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Desaparecido desde janeiro de 1971, quando militares da Aeronáutica o conduziram de casa para um dos quartéis do Doi-Codi do Rio, o ex-deputado Rubens Paiva, terá o mandato “devolvido” em sessão solene da Câmara marcada para o próximo dia 6 de dezembro.

Deputados ligados aos direitos humanos vão aproveitar a cerimônia para cobrar da Comissão Nacional da Verdade (CNV) uma solução para este e aos demais casos de desaparecimento. Paiva foi vítima de um dos mais escabrosos crimes do regime militar nos anos de chumbo.

Com mandato cassado em 1964, ele ficou um período no exílio e foi morto quando tentava retomar uma vida normal.

Depois de 41 anos de seu sumiço, 27 do fim da ditadura e da presença de seis civis no comando do país, os casos de desaparecimento permanecem como crimes insolúveis, alimentando o revanchismo recíproco entre direita e esquerda.

A Câmara vai “devolver” os mandatos a familiares de 173 deputados cassados no regime militar. Destes, 28 estão vivos. O evento é promovido pela Comissão Parlamentar Memória,Verdade e Justiça da Câmara, presidida pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), criada para acompanhar e fiscalizar as investigações sobre desaparecidos.

Um dos convidados será o ex-procurador geral da República, Claudio Fonteles, novo coordenador da CNV, entidade criada pela presidente Dilma Rousseff para funcionar durante dois anos, esclarecer os crimes da ditadura e apontar onde foram enterrados os militantes de esquerda desaparecidos.

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