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sábado, 15 de dezembro de 2012 Justiça | 00:46

O inferno de Rosemary

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A denúncia da procuradoria da República contra a ex-secretária da Presidência em São Paulo, será mais um argumento da oposição para a instalação da CPI da Rosemary.

Os três procuradores que sustentam as acusações escrevem na denúncia que a alegada troca de favores entre Rosemary Noronha e os irmãos Paulo e Rubens Vieira foi, na verdade, “prática reiterada de crime de tráfico de influência e de corrupção”.

Eles listam 15 episódios envolvendo pedidos dos irmãos Vieira para Rose e 27 dela para a dupla. A indicação de Paulo e Rubens para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Nacional das Águas (Ana), segundo os procuradores, foi obra de Rose.

As agências, criadas para regular, fiscalizar e mediar a prestação de serviços públicos privatizados, segundo o Ministério Público foram transformadas em balcão de negócios da quadrilha.

Os procuradores escrevem que a presença da quadrilha nas agências tinha como única finalidade “viabilizar o atendimento de seus interesses, nitidamente econômicos”.

Rose foi enquadrada duas vezes por falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha. Se condenada, a pena mínima prevista para a amiga do ex-presidente Lula varia de seis anos a dois meses a 30 anos de prisão.

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