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terça-feira, 18 de dezembro de 2012 Partidos | 21:44

O ataque como defesa de olho em 2014

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O ato em solidariedade ao ex-presidente Lula nesta terça-feira, no Salão Verde da Câmara, o primeiro de uma série, é emblemático no desenho de um cenário conturbado.

O primeiro deles cumpre script definido pelo ex-ministro José Dirceu: reforçar a posição assumida pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) de fustigar o Supremo Tribunal Federal; e, depois, levar o movimento para as ruas através da militância.

O PT percebeu que a situação de Lula pode se complicar e quer matar dois coelhos com uma só cajadada: primeiro faz a defesa de Lula e de seu legado contra “a tentativa de criminalização” e, na mesma trincheira, dá pilha a Lula para que ele aceite a hipótese de se candidatar em 2014.

No ato desta terça, em que participaram deputados de vários partidos, entre eles, PT, PMDB, PTB, PV, PCdoB, foram ressuscitadas antigas palavras de ordem como o “Lula lá” e inventadas outras.

“O Lula é meu amigo/mexeu com ele/ mexeu comigo”, diz o novo refrão, que denuncia a preocupação do PT com o rumo das investigações que correm em sigilo no Ministério Público Federal e seu aproveitamento pela oposição.

E também a disposição de politizar uma decisão judicial.

Ficou claro que o STF também passa a ser um alvo político na defesa de Lula e dos deputados condenados.

— Setores da mídia e setores jurídicos, ministro do STF, querem abafar o processo de transformação que começou com Lula e continuará com Dilma – cutucou o deputado André Vargas (PR), diretor de comunicação do PT.

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