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terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Militares | 18:00

Espionagem sustentou ditadura

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São cada vez mais surpreendentes as descobertas da Comissão Nacional da Verdade sobre a extensão do serviço de espionagem que amparou os 21 anos de ditadura militar.

O “grande irmão” leva o pomposo nome de SISNI (Sistema Nacional de Informações), alimentado em ritmo frenético e ininterrupto pelo famoso SNI e pelos os órgãos das Forças Armadas, conhecidos pelas siglas de CIE, do Exército, CENIMAR, da Marinha, e o CISA, da Aeronáutica.

Não havia um órgão estatal, ministério ou autarquia, que não tivesse um departamento (DSI) ou assessoria (ASI) para coletar informações.

O pagamento extra mensal com verba do SISNI ao servidor que aceitava colaborar era mais alto que o salário, o que funcionava como um grande estímulo à delação. A espionagem era, enfim, um estado dentro do estado.

Não foi por acaso que os generais que se revezavam na presidência eram todos originários do SNI.

Faz sentido também o desabafo do idealizados do “serviço”, o general Golbery do Couto e Silva ao se deparar com a conspiração do fogo amigo contra a abertura política: “Criei um monstro”, disse na ocasião.

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