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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 Eleições | 10:29

Nome de Mantega ganha força para disputar o governo de SP

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Quem participou nesta semana, em São Paulo, da reunião organizada no Hotel Excelsior pelo grupo que dá as cartas no PT saiu convencido de que o nome do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ocupa uma posição cada vez mais alta na lista de possíveis candidatos da legenda para o governo de São Paulo, em 2014.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega (Foto: Dorivan Marinho/AE)

Por enquanto, ninguém no partido descarta opções como os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Aloizio Mercadante (Educação). Mas aliados do titular da Fazenda afirmam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mencionado essa possibilidade nas conversas com dirigentes partidários com uma frequência cada vez maior.

Saiba mais: Para Lula, candidatura em São Paulo será decisiva para 2018

Os entusiastas da candidatura do ministro da Fazenda dizem ver ao menos uma grande vantagem em relação aos demais cotados: seria um prato cheio para atrair o empresariado para a campanha. O último petista a exibir esse atributo, lembram colegas de partido, foi Antonio Palocci. O ex-chefe da Casa Civil, que caiu em 2011 em meio a denúncias de suposto enriquecimento ilícito, por pouco não foi candidato ao governo de São Paulo, em 2010.

A disputa pelo Palácio dos Bandeirantes é estratégica para o PT. Se conseguir derrotar o governador Geraldo Alckmin, o partido de Lula e da presidente Dilma Rousseff conseguirá acumular a Presidência da República, a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado. Lula também tem dito que a vaga é fundamental para preparar dentro do partido quadros que possam liderar a sucessão de Dilma, em 2018.

O nome de Mantega já circula dentro do partido desde o início do ano. Mas a discussão acabou abafada pela tese de que o PT estaria discutindo internamente a possibilidade de tirar a vice-presidência do PMDB para entregá-la ao PSB de Eduardo Campos. Assim, a cabeça de chapa em São Paulo poderia entrar numa espécie de pacote de compensação para os peemedebistas.

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