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segunda-feira, 11 de março de 2013 Partidos, Política | 10:00

‘Candidatura de Marina Silva ainda não é certa’, afirma Sirkis

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Para o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), a Rede Sustentabilidade não está recebendo o mesmo tratamento que o PSD, quando foi fundado pelo então prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Sirkis, que foi coordenador da campanha de Marina Silva à Presidência em 2010, afirmou que a legenda que a ex-senadora está criando vem enfrentando muito mais obstáculos.

Ele cita como exemplo o projeto que tramita no Congresso, propondo restringir o acesso de novos partidos ao fundo partidário e tempo de televisão com base na migração de deputados. “Vão nos criar todo tipo de obstáculo”, afirma.

Segundo Sirkis, a candidatura de Marina Silva à Presidência ainda não é certa. Ele afirma que a ex-senadora ainda não anunciou nem excluiu a possibilidade. “Ela não tem certeza. Por enquanto, estamos pensando na oficialização do partido.”

Há uma preocupação do partido com a burocracia para a oficialização do novo partido. Em que fase do trâmite vocês estão?
Estamos priorizando a coleta de assinatura, precisamos de 500 mil, não estamos entrando ainda na questão dos partidos nos Estados e municípios. O problema está no tempo hábil para conseguir a validação das assinaturas em todos os cartórios eleitorais, depender da boa vontade de milhões de escrivães, e depois aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Rede já tem deputados suficientes para conseguir tempo na TV para propaganda eleitoral?
Nós temos seis deputados federais (Sirkis, Walter Feldman, PSDB-SP, Domingos Dutra, PT-MA, além de outros três que não tiveram os nomes revelados). E outros 20 que estão aguardando a oficialização do partido para se pronunciarem. Mas temos outro problema grande que é a proposta de mudança na lei que quer excluir os novos partidos da divisão da maior parte do fundo partidário e do horário gratuito de rádio e TV (de autoria do deputado Edinho Araújo, do PMDB), que deverá ser votada em abril. Estamos tendo tratamento diferente do que foi dado ao partido do (ex-prefeito de São Paulo, Gilberto) Kassab. Vão nos criar todo tipo de obstáculo. Mas se as regras do jogo foram mantidas, nós teremos tempo na TV.

Por que o senhor acha isso?
A Marina teve 20 milhões de votos e isso assusta. É uma corrida de obstáculo. Marina nunca teve facilidades na vida, nós que defendemos o meio-ambiente também não. Nunca tivemos colher de chá. É uma luta.

E a candidatura de Marina à presidência em 2014 é totalmente certa?
Não é certa. Marina não anunciou nem excluiu essa possibilidade. Ela não tem certeza. Por enquanto estamos pensando na oficialização do partido.

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