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terça-feira, 2 de abril de 2013 Eleições | 14:37

Para aliados, governo de São Paulo ainda é ‘plano A’ de Mercadante

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Quem convive com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, acredita que ele não deixará facilmente o páreo para disputar o governo de São Paulo nas eleições do ano que vem. À frente das negociações para a eleição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dado sinais de que quer o PT em outro caminho, com a construção de um nome novo para a disputa.

Mas no caso de Mercadante, avalia um petista, é “uma questão de sonho”. O ministro da Educação foi candidato ao Palácio dos Bandeirantes nas duas últimas eleições, mas acabou derrotado sem chegar ao segundo turno. Na primeira empreitada, em 2006, viu sua campanha se tornar o berço do escândalo dos “aloprados”, com a tentativa de compra de um dossiê contra tucanos. Na segunda vez, em 2010, por muito pouco não foi à segunda etapa.

Leia também: Mercadante ganha espaço no círculo próximo a Dilma

Mercadante tem se movimentado de maneira discreta em relação ao tema. Conversou com poucos aliados, que já se movimentam dentro do partido para articular seu nome. Uma das iniciativas nesse sentido é assegurar para o grupo do ministro um espaço importante na direção estadual, ou quem sabe o comando do diretório que será formado após a eleição interna de novembro.

Hoje, petistas enxergam no ministro da Saúde, Alexandre Padilha, uma das principais apostas de Lula para o Palácio dos Bandeirantes. O ex-presidente, entretanto, também fez circular no partido que veria com bons olhos uma  candidatura do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Outros petistas são citados como possíveis candidatos, mas demandariam uma intensa articulação por apoio dentro do PT. É o caso do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Se ficar fora da eleição em São Paulo, Mercadante pode ganhar projeção no governo federal. Ele é citado como um possível substituto de Gleisi Hoffmann na Casa Civil. Nesse caso, dizem aliados, o ministro também tende a assumir um papel importante na coordenação da campanha de reeleição de Dilma.

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