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quinta-feira, 18 de abril de 2013 Partidos | 17:30

Disputa interna em SP alimenta discussão entre serristas sobre saída do PSDB

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Não foi só o vereador paulistano Andrea Matarazzo que passou a cogitar a possibilidade de deixar o PSDB diante do resultado da eleição que escolheu a nova direção do PSDB em São Paulo. Outros aliados do ex-governador de São Paulo José Serra sentaram-se para avaliar o cenário e concluíram que o melhor é deixar uma janela aberta para migrar para o novo Mobilização Democrática -nascido da fusão entre o PPS e o PMN-, dependendo do desenrolar dos acontecimentos nos próximos meses.

Matarazzo declarou à Folha de S. Paulo que, depois do que ocorreu na eleição do diretório municipal na capital, se vê diante da necessidade de “refletir” sobre seu futuro no partido. O problema maior, segundo um aliado do ex-governador tucano, é que Serra dava como certa a eleição de Matarazzo. Considerava que esta seria uma compensação mínima diante do fato de ter sido preterido na composição da direção nacional do partido -o novo presidente da sigla será o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Os serristas agora vão acompanhar de perto o processo de escolha do presidente estadual do PSDB em São Paulo. O grupo tenta emplacar Duarte Nogueira na vaga, mas já se vê diante da tentativa do atual presidente Pedro Tobias de conseguir mais um mandato à frente da legenda. A eleição no diretório estadual está marcada para o começo do mês que vem.

O que mais preocupa os serristas é qual será o tamanho do Mobilização Democrática, já que a Câmara aprovou projeto que restringe tempo de TV e fundo partidário para novos partidos. Ainda assim, a expectativa é de que, caso seja mantida uma janela para a migração, ela seja encerrada por volta de junho ou julho.

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