Publicidade

quinta-feira, 9 de maio de 2013 Partidos | 12:00

Eleição interna pode levar a recomposição de forças no PT

Compartilhe: Twitter

A eleição interna do PT, agendada para novembro, pode ter como desfecho uma recomposição das forças internas que hoje comandam a legenda. A expectativa da ala majoritária do partido é de reeleger com folga o atual presidente Rui Falcão. Já não é tão certo, entretanto, o destino que será dado a outros cargos tidos como estratégicos.

Em geral, um dos alvos da cobiça dos grupos petistas é a secretaria-geral. A cadeira está hoje nas mãos da corrente Mensagem ao Partido, com o deputado e também candidato à presidência do PT Paulo Teixeira. O grupo foi fundado pelo hoje governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que lançou uma campanha pela refundação da legenda no auge do escândalo do mensalão.

A mudança no quadro interno petista começou a se cristalizar nos últimos dias, quando Falcão assegurou o endosso da corrente Movimento PT a sua candidatura. O grupo é integrado por nomes como o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia e a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Leia também: PT vincula eleição interna a mobilização pela reforma política

Uma das negociações que estão em andamento é a composição de uma nova chapa, que seria integrada por Movimento PT e dissidentes da Mensagem. Também estaria discutindo aderir à chapa o grupo Esquerda Popular Socialista, formado por antigos integrantes da Articulação de Esquerda.

A chapa apoiaria a candidatura de Falcão, mas disputaria assentos no diretório nacional. Se conseguisse superar a votação da Mensagem nas urnas, o grupo poderia então reivindicar cadeiras de maior prestígio na executiva nacional.

Além de Falcão e Teixeira, o ex-secretário de Relações Internacionais do partido Valter Pomar, da Articulação de Esquerda, já anunciou os planos de disputar a presidência do PT.

Autor: Tags: , , ,

Nenhum comentário, seja o primeiro.

Os comentários do texto estão encerrados.