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segunda-feira, 20 de maio de 2013 Social | 09:00

Comissão da Verdade de SP discute vala clandestina do cemitério de Perus

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A Comissão da Verdade de São Paulo promove na próxima segunda-feira (20), na Assembleia Legislativa, audiência pública para discutir a situação das ossadas que estão na vala clandestina do cemitério de Perus (zona sul de São Paulo). Um relatório sobre o andamento da investigação das ossadas do cemitério de Vila Formosa (zona leste) também será apresentado.

Em 1990, quando a vala foi aberta, foram encontradas 1049 ossadas sem identificação. A Prefeitura de São Paulo determinou uma investigação e fez um convênio com a Universidade de Campinas (Unicamp) para a identificação das ossadas.

Segundo a comissão, com a interrupção desse trabalho, em 2001 as ossadas foram guardadas numa ala do cemitério do Araçá (zona oeste) e ficaram sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) e da Universidade de São Paulo (USP). Algumas das ossadas foram identificas, entre elas a de Flávio de Carvalho Molina e Luis José da Cunha, também conhecido como Comandante Crioulo.

Em abril, peritos da equipe de Antropologia Forense da Argentina analisaram parte das ossadas da vala de Perus e concluíram que elas estavam mantidas em condições precárias. Elas não foram devidamente lavadas quando retiradas da vala, o que originou fungos que dificultaram ou até mesmo impossibilitaram a identificação de DNA.

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