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domingo, 4 de agosto de 2013 Partidos | 08:00

‘Prévia é possível, mas PSDB deve buscar consenso’, diz Sérgio Guerra

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Ex-presidente do PSDB e um dos principais articuladores da pré-candidatura presidencial do senador Aécio Neves (MG), o deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE) afirma que, se o ex-governador José Serra insistir em se colocar internamente como pré-candidato ao Palácio do Planalto, o partido não se recusará a realizar prévias. Ainda assim, Guerra diz que o melhor para o PSDB é encontrar um nome de consenso para a disputa de 2014.

Sobre a movimentação de Serra para deixar aberta uma porta para sair do PSDB, Guerra afirma que seria “incorreto” ele  migrar para outro partido, com o objetivo de disputar a Presidência. O ex-governador e candidato derrotado à Presidência em 2010 tem trabalhado para amarrar um acordo que inclua PPS, PSD e o PV. Confira os principais trechos da entrevista de Guerra ao Poder Online:

Sérgio Guerra (Foto: AE)

Sérgio Guerra (Foto: AE)

Poder Online – O sr. acredita que essa disputa interna entre o ex-governador José Serra e o senador Aécio Neves prejudica a capacidade do PSDB de caminhar unido para a eleição?
Sérgio Guerra – Eu acho que não faz sentido falar na possibilidade de o Serra sair do partido. É correto ele desejar disputar uma prévia e se colocar como candidato à Presidência da República. Mas é incorreto sair do partido.

Mas há possibilidade de o PSDB aceitar uma prévia? 
Acho que há. A executiva do PSDB já, inclusive, firmou posição em favor de prévias lá atrás. Havendo mais de um candidato, é natural que haja prévia no PSDB. Mas claro que, em tese, eu acho que o partido deve caminhar para um consenso.

E o partido vai conseguir se unir em torno de um nome só?
Não é uma questão de pessoas, mas sim de forças políticas. E é uma questão de política. Do ponto de vista do PSDB, seguramente, as condições são muito fortes para que todos se unam em torno de um mesmo candidato.

Candidaturas como a de Marina Silva e Eduardo Campos ajudam ou atrapalham? E o governo, como fica diante desse cenário? 
É importante para a democracia que todos sejam candidatos. Hoje, o governo perdeu o favoritismo da eleição. Já não tem mais aquele favoritismo que antes tinha com a candidatura de Dilma Rousseff. A oposição deve ter mais de um candidato. E as eleições vão se decidir num segundo turno.

Se Serra ficar no PSDB e o partido chegar a um consenso, qual cargo o sr. acredita que ele deveria disputar? 
Não sei. Vai depender do que for melhor para a vitória do PSDB em São Paulo. Faz sentido ele ser candidato a senador. Mas o melhor é olhar para isso sob a perspectiva das eleições paulistas.

O cenário em São Paulo é difícil. Há medo de o PSDB perder o comando do maior colégio eleitoral do país?
Os governantes, de maneira geral, estão na defensiva neste momento. Mas acredito que a aprovação do Geraldo, somada aos que consideram seu governo razoável, garantem um certo favoritismo.

 

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