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domingo, 18 de agosto de 2013 Política | 07:00

‘Sistema Único de Segurança Pública pode ser bandeira para 2014’, diz petista

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O governo federal decidiu dar fôlego ao projeto que institui o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), proposto inicialmente em 2007, refeito e protocolado novamente em 2012. A iniciativa está sendo conduzida pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

Deputado Paulo Teixeira (PT-SP)

Deputado Paulo Teixeira (PT-SP)

Desde abril, o PL 3734/2012 está parado na Comissão de Educação, com o relator Artur Bruno (PT-CE). O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) tem se reunido com Bruno e com o ministro para ajustar a proposta e decidir se haverá uma audiência pública ou se ele será colocado em votação o mais rápido possível.

Teixeira, que tem um projeto sobre auto de resistência que também discute segurança, falou ao Poder Online sobre o assunto.

Por que resgatar esse projeto antigo agora?
Ele é importante porque trata da política de segurança como política nacional. Hoje, a segurança tem predominância estadual e ela, às vezes, se perde nos estados.

Seria uma federalização da polícia?
Não, o que se propõe é uma integração de avaliação, de monitoramento, já que cada estado tem atribuições, competências, diferentes. Que isso seja integrado e, partir daí, planejar juntos. O que se pretende é que não haja mais esse isolamento, essa fragmentação da política de segurança, nas corporações, nas instituições. A polícia civil não conversa com a militar, que não conversa com a federal, que por sua vez não conversa com as guardas municipais nem rodoviárias. O Susp prevê um planejamento conjunto, de integração de todas as polícias, além de ter conceitos modernos de prevenção e segurança cidadã.

Segurança é um ponto crítico do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Esse projeto pode ser usado como bandeira do PT nas eleições de 2014?
Pode ser bandeira para a campanha sim. É critico para o governo Alckmin, tanto que ele teve que substituir o secretário de Segurança em seu mandato, e é um tema relevante. O ministro (Cardozo) está empenhado nessa discussão.

 

 

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