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terça-feira, 3 de setembro de 2013 Congresso | 06:00

Caso Donadon divide expectativas sobre réus do mensalão

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Diante de mais uma volta no caso Natan Donadon (sem partido-RO), as expectativas se dividem no Congresso quando o assunto é o destino de deputados condenados no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo escândalo do mensalão.  Na lista dos que acompanham ansiosamente um desfecho para Donadon, estão José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Leia também:  STF suspende sessão que manteve mandato de Natan Donadon

Logo após a decisão do plenário da Câmara de manter o mandato de Donadon, na semana passada, não faltavam deputados dizendo esperar que a posição seria repetida em massa no caso dos réus do mensalão. Mas os mais atentos já alertavam também para o fato de a votação impulsionar as pressões pelo fim do voto secreto em casos de cassação.

Ontem, após o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, conceder liminar suspendendo a sessão que manteve o mandato de Donadon, pessoas próximas a alguns desses deputados enxergavam um cenário ainda mais difícil para os réus do mensalão. A chave, dizem, está no tamanho do colegiado. Quanto maior, mais fácil diluir o impacto negativo de uma eventual absolvição. E a Mesa Diretora da Câmara, lembram, está longe de se enquadrar nessa definição.

Pelo critério estabelecido na liminar de Barroso, a perspectiva de cassação automática se aplicaria, neste momento, somente ao caso de João Paulo Cunha. Mas petistas já dizem não ter dúvidas de que o atual cenário põe ainda mais pressão sobre todos esses deputados.

 

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