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domingo, 29 de setembro de 2013 Sem categoria | 08:00

‘Não estou preocupado. Sempre enfrentei candidatos fortes’, diz Suplicy

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Determinado a se viabilizar para disputar mais uma vez o Senado pelo PT, o senador Eduardo Suplicy (SP) diz que a articulação no partido para empurrá-lo para a Câmara dos Deputados e ceder a vaga a um aliado na eleiçã0 em São Paulo é uma questão superada. Com 72 anos, o petista acaba de passar por uma cirurgia de catarata e fez um check-up completo para encarar a corrida eleitoral do ano que vem.

Ao Poder Online, Suplicy disse ter ciência de que, se convencer o partido a lhe ceder a legenda, a eleição do ano que vem será difícil. E garantiu que não está preocupado com a possibilidade de enfrentar um nome como o tucano José Serra nas urnas, caso ele decida permanecer no PSDB. Confira a entrevista.

Eduardo Suplicy (Foto: AE)

Eduardo Suplicy (Foto: AE)

O que se diz h0je em alguns setores do PT é que as manifestações de junho ajudaram a enfraquecer a articulação para tirar o senhor da corrida para o Senado. Sua candidatura está garantida?
Este é o sentimento que eu normalmente encontro, quase diariamente, em todas as conversas que tenho. Onde eu vou e com dirigentes do com quem converso, tenho ouvido uma avaliação que vai mesmo nesses termos.

O que mudou em relação à época em que se falava em dar a vaga a um partido aliado? 
Em maio, eu fui ao presidente Lula e ele me disse que não haveria nenhuma chance de eu não ser candidato ao Senado. Mas, depois disso, houve uma declaração do presidente do PT, Rui Falcão, de que talvez fosse uma opção de ceder a vaga para uma aliança no estado. O que eu acho é que houve uma reação muito forte na base. Nas pessoas, em geral. Recentemente, o ministro Padilha (Alexandre Padilha, candidato ao governo de São Paulo pelo PT) fez uma visita ao meu gabinete. Ali, minha chefe de gabinete o questionou sobre minha candidatura, se está tudo certo. Ele disse que, por ele, está tudo tranquilo. Mas claro que ainda há uma ou outra voz dissonante. Às vezes se fala em ainda tentar trazer o PMDB. Mas acho que isso está superado. E, se eu for candidato ao Senado, tenho certeza de que poderei dar muita força ao Alexandre Padilha.

Mas o senhor não teme enfrentar uma eleição muito difícil?
Nesta semana, foi divulgado o ranking Congresso em Foco e eu, novamente, estou entre os melhores senadores. Infelizmente, eu estou em repouso após uma cirurgia de catarata e gravei uma mensagem para a cerimônia.

E a idade não atrapalha? 
Eu aproveitei essa cirurgia e fiz um check-up completo. Os médicos me disseram que eu posso concorrer a qualquer cargo que quiser, nos próximos 24 anos.

Se o ex-governador José Serra não sair do PSDB, pode ser candidato ao Senado. E aí seria certamente uma disputa muito difícil. O senhor não fica preocupado? 
É perfeitamente possível que o Serra seja candidato. Mas não estou preocupado. Eu sempre enfrentei candidatos muito fortes, até porque São Paulo tem muitas alternativas. Mas é assim desde 1990. Tenho muita confiança de que dá para vencer, porque saio nas ruas e sinto essa receptividade nos cumprimentos das pessoas.

 

 

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