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sexta-feira, 4 de outubro de 2013 Política | 06:00

Dilma torce pela velha polarização PT-PSDB

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Diante da recusa da Justiça Eleitoral em conceder o registro à Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, o PT intensifica a torcida por um cenário que, para aliados da presidente Dilma Rousseff, seria o ideal. O partido avalia que quanto mais próxima a corrida presidencial estiver da velha polarização entre PT e PSDB, mais previsível fica a disputa e maiores são as chances de Dilma levar no primeiro turno.

A presidenta Dilma Rousseff (Foto: Wilton Junior/AE)

A presidenta Dilma Rousseff (Foto: Wilton Junior/AE)

Nos últimos dias, o troca-troca partidário não abalou demais a base aliada, em parte graças à ação direta do próprio governo para engordar os quadros do recém-criado PROS. Além disso, o ex-governador de São Paulo José Serra resolveu permanecer no PSDB, embora sem sem garantias de que vá encampar o projeto de Aécio Neves (PSDB-MG). E ontem o TSE decidiu não liberar o registro que permitiria a Marina ser candidata já em 2014 pela Rede.

Mas a dúvida ainda persiste sobre o que será de Marina, que  pode buscar um caminho alternativo para disputar a Presidência no ano que vem, apesar de parte de seus aliados defender que ela se retire da corrida. Além disso, há um desconhecimento sobre qual pode vir a ser o desempenho do tucano Aécio Neves (PSDB-MG) e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, já que os dois são novatos na cena eleitoral presidencial.

Nos últimos dias, já antevendo a recusa do registro da Rede, socialistas ainda diziam enxergar um lado positivo numa saída de Marina da disputa – caso ela de fato se concretize -, alegando que isso facilitaria de certa forma a negociação de alianças. Mas, no ninho tucano, já ganhava corpo a avaliação de que não será fácil fazer com que dois candidatos desconhecidos do eleitorado empurrem sozinhos a corrida para uma segunda etapa de votação.

 

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