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domingo, 13 de outubro de 2013 Partidos | 07:00

‘Reavaliação das alianças nos estados tem de ser feita caso por caso’, diz socialista

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O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) engrossa o coro da ex-prefeita paulistana Luiza Erundina, que defende uma reavaliação das alianças do PSB nos estados a partir da entrada de Marina Silva no partido.

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Delgado, que figura entre os principais articuladores da campanha presidencial de Eduardo Campos, defende que, em São Paulo, as discussões sobre uma eventual aliança sejam pautadas “garantindo um palanque para o PSB”. Ele cita os nomes de Erundina e de Walter Feldman como possíveis candidatos do partido, caso o casamento com os tucanos não seja possível.

Ele também propõe que em Minas Gerais o partido siga o exemplo nacional e lance um nome como alternativa à polarização PT e PSDB. Admite com naturalidade uma renúncia do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, para a disputa. “Se em 2014 ele for chamado para esse desafio, temos de colocar essa circunstância em discussão”.

Com o afastamento da direção do PSB do Rio de Janeiro, Delgado diz que o nome de Romário para a ter “caminho aberto” para construir uma aliança capaz de construir o palanque ideal para Eduardo Campos.

Confira a entrevista:

Poder Online – A deputada Luiza Erundina tem defendido uma reavaliação total das alianças nos estados, a partir da entrada de Marina Silva no partido. O senhor concorda?
Júlio Delgado – Acho que ela tem razão nessa reavaliação, mas tem de ser feito caso por caso, estado por estado, porque as alianças nesses estados podem dar um posicionamento favorável ao Eduardo (Campos) e ao PSB. Posições que nos dão relevância nesses estados. Minas e São Paulo temos de pensar de uma forma diferente. Mas não podemos perder uma aliança que temos no Pará, no Paraná, isso é fundamental para nós.

O deputado Júlio Delgado (Foto: Agência Câmara)

O deputado Júlio Delgado (Foto: Agência Câmara)

O senhor acha que o partido deve lançar nome próprio ao governo mineiro? Quem o senhor acha que seria o melhor nome?
A máxima que vale para o Brasil, de termos a candidatura do Aécio (Neves) e do Eduardo para poder enfrentar a Dilma (Rousseff), é uma boa opção. Da mesma forma em Minas. A gente não precisa ter uma candidatura dos aliados contra o (ministro do Desenvolvimento, Fernando) Pimentel. Nada impede que a gente possa lançar uma terceira via, uma opção que fuja da polarização entre o PT e o PSDB e isso faça com que tenhamos candidatura própria em Minas Gerais.

O senhor tem um nome preferido para ser esse candidato em Minas?
O maior expoente hoje é o prefeito Márcio Lacerda. Recentemente filiamos o Alexandre Kalil (presidente do Atlético Mineiro), temos o ex-embaixador Tilden Santiago. Temos quadros que poderão garantir um palanque para o PSB em Minas Gerais para sustentar, não só o tamanho do PSB nesse momento, mas acima de tudo, uma candidatura que passe ao segundo turno e que possamos ganhar as eleições.

O senhor citou o Márcio Lacerda, uma renúncia dele não seria algo que poderia queimá-lo, a exemplo do que aconteceu com José Serra em São Paulo?
Isso tudo será discutido em 2014. Ele tem dito, corretamente, que tratará de 2014 em 2014, que em 2013 está preocupado com a prefeitura de Belo Horizonte. Se em 2014 ele for chamado para esse desafio, temos de colocar essa circunstância em discussão. Ele é um nome do PSB, assim como tantos outros, e, se isso for necessário, vamos garantir e lutar para que ele possa ser candidato para poder ser uma terceira via viável para o eleitorado mineiro.

Em São Paulo, o PSB caminhava na direção de estar com Alckmin, indicar o vice até. Que posicionamento o senhor defende? Acha que o partido deveria lançar candidatura própria ou manter a aliança com o PSDB?
Temos uma enorme relação com o Alckmin em São Paulo e uma boa relação, por meio do nosso presidente Márcio França. Mas se isso for possível garantindo um palanque para o PSB, vamos fazer. Se tiver que pensar numa candidatura própria, passando pelos nomes da Erundina, do companheiro (Walter) Feldman, que agora veio da Rede, vamos discutir isso com toda a franqueza pensando no PSB. Acima de tudo (pensando) no espaço e na forma que garanta ao PSB essa estrutura para 2014.

Que caminho o partido deve seguir no Rio de Janeiro?
Temos a volta do Romário para os quadros do partido. Ele pode disputar para o Senado e isso pode fazer com que possamos fazer alianças neste campo que seriam importantes. O importante é lembrar que a Marina, na última eleição, teve um desempenho muito bom no Rio de Janeiro e Minas Gerais e faz com que, nesse contexto, Minas e Rio sejam tratados diferencialmente para que a gente possa garantir um palanque nacional para o Eduardo Campos e Marina para as eleições de 2014.

O senhor acompanhou de perto a questão envolvendo a saída do Romário do partido. O que houve?
Era uma questão de incompatibilidade com o PSB que detinha o controle no Rio de Janeiro, com o prefeito (de Duque de Caxias) Alexandre Cardoso, criando dificuldade. A incompatibilidade total do Romário, que foi excluído por ele das negociações relacionadas à Prefeitura do Rio e excluído de várias vertentes para que ele pudesse ser nosso nome. Agora, saindo o Alexandre, o Romário tem o caminho aberto para, junto com nossos companheiros do PSB, fazer o futuro do partido e também garantir um palanque para nossa candidatura presidencial.

Romário será candidato ao Senado?
Ele pode tanto sair candidato ao Senado como ser candidato a deputado novamente.

A situação não ficou meio confusa no DF? Marina prometeu apoio ao Reguffe, mas o PSB deverá lançar o senador Rodrigo Rollemberg. Como resolver a questão?
Acho que até o ano que vem eles se acertarão. A verdade é que estamos com a Rede e não tem nenhuma incompatibilidade se num estado ou outro a Marina tiver uma posição diferente pela Rede que teremos no PSB. Hoje, tanto o Reguffe quanto o Rollemberg são nomes extremamente aceitos pela sociedade do DF e vamos trabalhar para que isso possa ainda acontecer, essa união, e a gente possa unificar esse palanque. Ter as candidatura do Reguffe e do Rollemberg a governador, vice-governador, o Reguffe a senador. Ainda tem muita coisa boa para acontecer e com certeza, mesmo que ambos sejam candidatos a governador, seria para garantir no segundo turno nossa unidade e melhorar as condições do povo do DF.

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