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quarta-feira, 13 de novembro de 2013 Congresso | 06:00

Deputados tentam remeter para o Ministério Público investigação sobre estelionatários que enganaram parlamentares

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O modus operandi não é novo, mas voltou a ser usado contra deputados. Estelionatários ligam para os gabinetes e pedem dinheiro em nome de um parlamentar para cobrir uma situação de emergência.

Os golpistas usaram o nome de pelo menos três deputados para pedir dinheiro para parlamentares. As ligações eram feitas em nome de João Lyra (PSD-AL), Mauricio Quintella Lessa (PR-AL) e Arthur Lira (PP-AL).

A polícia identificou três contas para onde o dinheiro do golpe era depositado. Os golpistas, que iniciaram a ação durante o mês de setembro, contataram pelo menos 34 deputados.

Conseguiram enganar três, segundo o departamento de polícia legislativa, Alfonso Hamm (PP-RS), Reinaldo Azambuja (PSDB-MT) e o gabinete do deputado Fábio Faria (PSD-RN).

O valor solicitado pelos enganadores era de R$ 2.500. Até o vice-prefeito de Feira de Santana, Luciano Ribeiro (PMDB), também foi contatado pelos estelionatários.

O Ministério Público Federal se declarou incompetente de assumir a causa alegando que a conduta seria atentatória a interesses particulares.

É justamente isso que os deputados planejam reverter, argumentando que como o golpe foi praticado contra um deputado, ele não seria contra um interesse particular. Querem que o MPF tome a frente do processo.

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