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sexta-feira, 22 de novembro de 2013 Eleições | 06:00

PSB endurece estratégia contra Aécio Neves

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Semana após semana, o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deixa claro que as conversas sobre uma espécie de pacto de não-agressão ao senador e pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB-MG), são coisa do passado. Meses atrás, os dois sentavam-se com frequência para discutir a eleição presidencial, falavam na necessidade de caminharem juntos para forçar um segundo turno e faziam juras de apoio para uma eventual segunda etapa de votação.

(Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

(Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

Na medida em que as pesquisas apontam para uma recuperação da presidente Dilma Rousseff e, mais recentemente, para um avanço de Aécio, os socialistas endureceram o discurso e a estratégia.

Nas conversas de bastidor, interlocutores de Campos agora se empenham em traçar diagnósticos de onde o PSDB vai bem e onde é possível dificultar a vida do senador mineiro.

Os socialistas se dizem confiantes na capacidade de Eduardo Campos se fortalecer no decorrer da campanha, apresentando-se como novidade e agregando parte do capital eleitoral da ex-senadora Marina Silva. Mas há também o entendimento de que, para que isso ocorra, a largada da corrida presidencial não pode se dar num cenário de polarização entre PT e PSDB.

Em suma, o PSB sabe que precisa de Aécio para viabilizar seu jogo eleitoral, mas não pode ter o tucano em situação favorável demais.  Diante dessa equação, socialistas mencionam recorrentemente o nome do ex-governador José Serra. Torcem para que a ofensiva dele para se manter no páreo para 2014 enfraqueça Aécio de alguma forma. O PSB dá como certa a candidatura do mineiro, mas enxerga na ala serrista do PSDB disposição para atrapalhar a articulação da pré-campanha.

Para completar, há no PSB quem já tenha o discurso pronto para atacar o senador mineiro caso ele se fortaleça significativamente antes do início oficial da campanha. A ideia é pegar embalo nas prisões do mensalão e abrir o ano alimentando o debate sobre o mensalão mineiro e a possibilidade de o caso entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal.

Leia mais: PSB amarra palanque duplo com PSDB em São Paulo e no Pará

 

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