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domingo, 1 de dezembro de 2013 Eleições | 08:00

‘Corremos o risco de ficar sozinhos’, diz Delcídio, ao defender aliança PT-PSDB

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O senador Delcídio Amaral (PT-MS), pré-candidato ao governo do Mato Grosso do Sul, avalia que o plano de firmar uma aliança com o PSDB no estado é uma forma de evitar o isolamento na corrida eleitoral de 2014.

“Temos tempo para trabalhar essa ideia (aliança com o PSDB). Isso não será decidido agora, tem ainda um tempo de maturação. Já foi colocada essa questão até porque hoje estamos impossibilitados de fazer uma aliança com o PMDB. Vamos buscar outras alianças sob o risco de ficar sozinhos, isolados”, disse o senador ao Poder Online.

Segundo ele, o PT nacional deverá delegar a decisão nos estados para os diretórios regionais da sigla, com acompanhamento próximo desses processos. “Todo mundo sabe que essa aliança PT PMDB não funcionará”, disse o senador petista. Amaral sinalizou ainda que a questão do palanque não seria um problema para o casamento entre PT e PSDB. “Meu palanque é da Dilma e o PSDB faz o palanque dele lá com o Aécio.”

Poder Online – Sobre o acordo que o senhor está costurando no Mato Grosso do Sul com o PSDB, isso vai sair mesmo?
Delcídio Amaral – Está caminhando bem. E caminhando bem por um motivo: o PMDB já lançou candidato. Eles têm candidato a governador e ao Senado. Então, por mais que o PT nacional tenha interesse em fazer uma aliança com o PMDB, lá no Mato Grosso do Sul isso será muito difícil. E depois das eleições de 2012, onde nos juntamos (PT e PSDB) para vencer o PMDB em Campo Grande, começamos a caminhar juntos e esse trabalho conjunto tem dado bons resultados. Estamos caminhando para, futuramente, construir uma aliança, de uma forma bem transparente, bem clara. Já levei esse assunto à direção nacional do PT, conversei com a presidente Dilma sobre isso e conversei também com o presidente Lula. O presidente Lula esteve no Mato Grosso do Sul agora. O PT nacional vai delegar aos PT regionais essas decisões, claro, conversando, dialogando com o PT nacional, mas todo mundo sabe que em alguns lugares essa aliança do PT com o PMDB não vai funcionar, pelas divergências históricas em alguns estados.

O PSDB é um adversário histórico do PT, isso já está azeitado com o Rui Falcão? Não fica meio estranho uma aliança dessas?
Temos tempo ainda para trabalhar isso. Isso não será decidido agora, temos ainda um tempo de maturação. Já foi colocada essa questão, até porque hoje estamos impossibilitados de fazer uma aliança com o PMDB, porque eles têm candidato. Então vamos buscar outras alianças, sob o risco também de ficarmos sozinhos, isolados, isso não tem sentido. Até porque, acho que teremos uma boa eleição em Mato Grosso do Sul. E lá, e acredito que isso aconteça em outros estados, as pessoas não enxergam esse enfrentamento que existe em âmbito nacional. O pessoal vota muito mais nas pessoas, no histórico das pessoas, no que cada um fez. Por isso que lá, mesmo a população, não reage, porque ela tem uma outra leitura, ela não vê essa disputa nacional que ocorre aqui.

O senhor acha então que o eleitor entenderá direitinho essa aliança PT-PSDB?
Vamos trabalhar. É aquela história, só na convenção, dia 30 de junho, que a gente baterá o martelo de tudo. Até lá temos muito trabalho pela frente.

Quando o senhor pretende conversar sobre isso com o Rui Falcão?
Estou conversando sistematicamente. Tenho dialogado com ele e vou conversar nas próximas semanas também. Conversei com o PSDB, com o Aécio (Neves) também… Vamos caminhar.

E como fica o palanque nacional no Mato Grosso do Sul?
Separa. O meu palanque é da Dilma e o PSDB faz um palanque dele lá com o Aécio.

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