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quinta-feira, 10 de julho de 2014 Eleições | 06:00

Campanha de Padilha já fala em desempenho abaixo do patamar histórico do PT

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A campanha do ex-ministro Alexandre Padilha já trabalha com a previsão de obter um desempenho na corrida para o governo de São Paulo inferior ao patamar histórico do PT em eleições disputadas no estado. Tradicionalmente, candidatos petistas atingem uma marca em torno de 30% dos votos no maior colégio eleitoral do país.  Mas a estimativa, agora, é de ficar pouco acima de 20% dos votos.

Alexandre Padilha (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Alexandre Padilha (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

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Esse número, segundo projeções da equipe do ex-ministro, seria suficiente para viabilizar um segundo turno. Isso levando em consideração a expectativa de um bom desempenho do peemedebista Paulo Skaf na eleição. A opção para Padilha permanecer na disputa até o fim seria, portanto, superar Skaf, mesmo que por pouco.

Ao justificar a previsão, petistas alegam que, neste ano, Skaf conseguiu se viabilizar como uma possibilidade de terceira via, com chances de quebrar a polarização entre PT e PSDB em São Paulo.

O patamar de 30% é a parcela do eleitorado que, segundo a máxima petista, costuma votar no partido independentemente de quem for o candidato. Em 2006, por exemplo, Aloizio Mercadante teve 31,6% dos votos válidos na eleição para governador. Ali, o PMDB também tinha candidato – o ex-governador Orestes Quércia – e a corrida também era liderada por um tucano, no caso José Serra. Sem contar que Mercadante ainda sofreu forte desgaste com o escândalo dos aloprados, em que petistas foram presos tentando vender um dossiê contra tucanos na eleição, num momento em que o PT ainda vivia os resquícios do mensalão. Quatro anos depois, em 2010, quando disputou novamente a corrida estadual, Mercadante teve 35,2%.

Apesar da projeção, o PT ainda insiste que nem no pior dos pesadelos Padilha sairia da eleição com um número tão baixo quanto o que ostenta nas pesquisas de opinião – hoje ele está na faixa de 3%. Hoje, o partido tem claro que o ex-ministro é pouco conhecido do eleitorado – não era o caso de Mercadante nas últimas eleições. A expectativa dos mais otimistas é de que ele ainda vai crescer significativamente, puxado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E ainda levará uma ajudinha da ex-ministra Marta Suplicy, recrutada para alavancar a campanha no estado.

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