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domingo, 3 de agosto de 2014 Eleições | 07:00

‘Carregar o Padilha com 89 Kg foi tranquilo’, diz Suplicy

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Com 73 anos, o senador e candidato à reeleição Eduardo Suplicy (PT) surpreendeu ao carregar nas costas o companheiro petista e candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. Mas a boa forma de dar inveja aos adversários não vem do nada. Suplicy contou ao Poder Online que cumpre uma rotina rigorosa de exercícios físicos, mesmo com a agenda dividida entre Brasília, São Paulo e dezenas de municípios já visitados durante a campanha.

Senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Foto: Divulgação

Senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Foto: Divulgação

“Faço aula de ginástica com uma personal trainer toda segunda e sexta-feira. Carregar o Padilha com 89 Kg foi tranquilo”, diz o senador. “Acho que saúde é uma coisa muito importante. Antes de me candidatar, fiz um check-up completo e perguntei ao médico se tinha condições de cumprir mais 8 anos de mandato. Ele me respondeu que eu estava tão saudável que poderia me candidatar para os próximos 24”, se orgulha o candidato, que já cumpriu três mandatos como senador.

Suplicy, no entanto, evita comparar sua condição física à dos demais candidatos e se limita a dizer que acredita em um apoio crescente à sua candidatura: “É evidente que o José Serra (PSDB) sai de um patamar com muito mais exposição do que eu, que fui candidato pela última vez em 2006. Mas sempre competi com candidatos extremamente fortes e, ainda assim, em 1990 fui eleito ao Senado com 30% dos votos válidos, em 1998 com 43% e em 2006 com 48%”, lembra o senador.

Confira os principais trechos da entrevista:

Poder Online: Senador, o senhor deve estar com dor nas costas, depois de ter carregado o Padilha
Senador Eduardo Suplicy (PT-SP): Não, de forma alguma. Não tive nenhuma dor, estou perfeitamente bem. Eu faço aula de ginástica com uma personal trainer toda segunda e sexta-feira, às 6h45. Na segunda-feira, costumo ir bem cedinho para depois embarcar para Brasília. Faço uma hora de ginástica – ando 7 minutos, corro mais 30 e faço diversos exercícios.

E durante a semana, em Brasília, o senhor também consegue se exercitar?
Sim, eu acordo logo cedo e faço caminhadas, corridas. E, no fim de semana, quando estou em São Paulo, vou pelo menos uma vez a algum parque. Então, carregar o Padilha com 89 Kg foi tranquilo.

O senhor acredita que está em melhor forma do que seus adversários José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD)?
O que eu posso dizer é que eu procuro sempre estar em boa forma. E acho que saúde é uma coisa muito importante. Antes de me candidatar, fiz um check-up completo e perguntei ao médico se tinha condições de cumprir mais 8 anos de mandato. Ele me respondeu que eu estava tão saudável que poderia me candidatar para os próximos 24. Eu levei essa informação para a convenção do PT, onde fui aplaudido e tive o apoio, por unanimidade, à minha reeleição.

Falando então politicamente, como o senhor pretende enfrentar essa vantagem que o Serra tem apresentado nas intenções de voto?
É evidente que o Serra sai de um patamar com muito mais exposição do que eu, que fui candidato pela última vez em 2006. Mas sempre competi com candidatos extremamente fortes. Em 1990, disputei a eleição com o Ferreira Neto (PTB), que tinha o apoio do Fernando Collor, o Afif Domingos (PMDB) e o Franco Montoro (PSDB) e, ainda assim, fui eleito ao Senado com 30% dos votos válidos. Em 1998, havia o campeão mundial de basquete Oscar Schmidt (PPB), muito querido pela população, e obtive 43%. Em 2006, já foram 8,8 milhões de votos, um total de 48%.

O senhor acredita que essa crise da água pode enfraquecer o PSDB na disputa contra o PT?
Eu sei que deveriam ter sido feitos alguns investimentos que nem sempre foram realizados. Mas vivemos um problema sério de escassez de água e todos nós somos responsáveis por evitar esse desperdício. Eu tenho ligado para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para me informar sobre os problemas no abastecimento e o que eu acho é que é preciso haver um entrosamento muito bom dos três níveis de governo para sair dessa crise. Também brinco dizendo que seria bom pedir para o Papa Francisco pedir para São Pedro fazer as pazes com São Paulo (risos).

E com relação ao prefeito Fernando Haddad, o senhor acredita que os altos índices de rejeição podem atrapalhar o PT? Aliás, o senhor considera que essas críticas têm sido injustas?
Sim, completamente injustas. Tenho a convicção de que o Haddad será um dos melhores prefeitos que São Paulo já teve e de que à medida que a população conhecer melhor suas características pessoais isso irá mudar. Eu estive na cerimônia que sancionou o Plano Diretor de São Paulo e fiquei extremamente estimulado com sua capacidade de discernimento, articulação e diálogo. Desde os movimentos sociais aos empresários presentes, todos elogiaram sua postura. O Haddad conseguiu articular mais de 25 mil pessoas, distribuídas em 112 reuniões de consulta, para pensarem o futuro de São Paulo.

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