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domingo, 21 de setembro de 2014 Eleições | 08:00

‘Ninguém sabe o nome da Marina’, diz Paulinho da Força

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Embalado num discurso otimista sobre a capacidade do senador Aécio Neves (PSDB) de chegar ao segundo turno da disputa presidencial, o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, diz que as próximas semanas marcarão uma mudança no discurso do tucano. Segundo ele, Aécio já tomou a decisão de colocar na campanha temas da agenda trabalhista.

Paulinho diz que o tucano vai se comprometer nesta fase com a valorização do mínimo e colocará em discussão o fim do fator previdenciário. Isso deve ajudar, segundo ele, a melhorar o desempenho na reta final e a garantir uma virada sobre a ex-senadora Marina Silva.

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Minimizando o desempenho da candidata do PSB, favorita para disputar o segundo turno com Dilma Rousseff (PT), ele foge da discussão sobre um possível apoio à ex-senadora. Diz que não vai cair no mesmo “erro” do coordenador da campanha José Agripino Maia, que acenou para uma aliança caso a socialista siga na corrida e Aécio seja derrotado. Paulinho diz que Marina é “uma boa pessoa”, mas não tem condições de levar. “Ninguém sabe o nome de Marina”, afirma.

Passada a eleição, o que vai ser do Solidariedade ?
Nosso partido foi construído na oposição. Somos oposição. E estamos confiantes de que Aécio Neves vai para o segundo turno. Sabemos que os eleitores estão buscando alguém capaz de derrotar o PT. Esse público foi para Marina num primeiro momento e acredito que ele já está voltando.

Mas as pesquisas ainda indicam que Marina é favorita para disputar o segundo turno com a presidente Dilma.
Por enquanto, o que existe de indicativo é que a onda que levou Marina até aí está baixando.

Aliados de Aécio dizem que ele precisa mudar o discurso. Que não está dialogando com a massa dos eleitores. O sr. concorda?
Foi pensando justamente nisso que acertamos agora de levar questões trabalhistas para o programa de televisão. É fundamental conversar com o conjunto dos trabalhadores.

O senhor acredita que Aécio não estava dialogando o suficiente com os trabalhadores?
Não estava dialogando nada. O que nós dissemos: é importante falar da política do salário mínimo, por exemplo.

Vocês definiram propostas específicas a serem apresentadas na reta final da campanha?
Ele vai se comprometer a manter a política de valorização do mínimo. Também vai falar com os aposentados, que passarão a ter aumento real de salário. Mais importante, é a primeira vez que um candidato se propõe a falar sobre fim do fator previdenciário. Ele disse textualmente que vai chamar o movimento sindical para discutir uma alternativa que permita às pessoas se aposentarem com dignidade. São milhões de pessoas que estão esperando uma resposta dos candidatos.

Mas, e se Marina for para o segundo turno, como fica?
Não acreditamos que ela vá. Estamos com Aécio até o dia 5 de madrugada. Se algo sair de outro jeito, aí vamos sentar e discutir. Mas o fato é que Aécio tem uma coisa que Marina não tem. Ele tem uma coligação com mais candidatos. Rodamos milhões de santinhos e colas. Vai ter muito mais panfleto com o nome do Aécio do que com o nome da Marina. Ela não vai ganhar. Ninguém sabe o nome da Marina. De qualquer jeito, nem adianta ficar me perguntando se vou apoiá-la no segundo turno. Não vou cometer o mesmo erro do Agripino (Maia).

Qual é sua opinião sobre Marina?
Ela é uma boa pessoa. Tenho boa relação com ela, com os partidos que estão coligados a ela. Ela é correta. Acredito que ela vai fazer o possível para cumprir o que promete. Ela vai. Quem não cumpre o que fala é o PT e a Dilma.

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