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terça-feira, 18 de novembro de 2014 Partidos | 15:00

Citado na Lava-Jato, João Vaccari segue rotina normal no PT

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As sucessivas menções ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, nas investigações da Operação Lava-Jato não interferiram em nada na rotina do petista. Vaccari é apontado como suposto elo entre o partido da presidente Dilma Rousseff e o esquema de propina que operou na Petrobras nos últimos anos.

João Vaccari (Foto: Agência Brasil)

João Vaccari (Foto: Agência Brasil)

Vaccari, que é conhecido por ser discreto e recluso, segue conduzindo normalmente audiências e negociações relativas à pasta.

Embora tenha base em São Paulo, ele costuma vir com frequência a Brasília. Na capital federal, ele recebe em sua sala no diretório do partido dirigentes nacionais e regionais, além candidatos que disputaram a eleição e buscam ajuda para pagar dívidas de campanha.

Quem esteve com Vaccari nas últimas semanas conta que o tesoureiro mostra-se sempre calmo. Nas poucas vezes em que fala sobre a Lava-Jato, nega qualquer envolvimento no esquema. Afirma que as acusações são fruto do cargo que ocupa e critica o modelo de delação premiada.

O alto comando do partido diz não ter a menor intenção de mexer no tesoureiro. A não ser que apareçam provas concretas de seu envolvimento no esquema de propina ou se a situação ficar de fato insustentável, a ordem é mantê-lo no comando da Secretaria de Finanças.

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