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quarta-feira, 19 de novembro de 2014 Governo | 12:56

Jaques Wagner é opção para Petrobras, mas aposta para 2018 joga contra

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O agravamento da crise na Petrobras reacendeu no governo a sugestão de alocar o governador da Bahia, Jaques Wagner, no comando da estatal. A ideia surgiu já faz algum tempo, como resultado da combinação entre denúncias de corrupção na empresa e a preocupação do governo em definir o xadrez na Esplanada para o novo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Saiba mais: Jaques Wagner é queridinho do PT para 2018

Jaques Wagner

Jaques Wagner

Wagner é homem da absoluta confiança da presidente. Tem também o endosso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro. E saiu fortalecido pelo resultado das urnas na Bahia, onde contrariou todas as previsões e elegeu seu sucessor. Ele é peça tida como certa no primeiro time do governo a partir de 2015, mas falta definir em que posição. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Lula e Wagner tiveram uma conversa na segunda-feira, no Instituto Lula.

Até então, várias opções já tinham sido colocadas na mesa. Wagner chegou a ser cotado para substituir Ricardo Berzoini nas Relações Institucionais, mas a ideia perdeu fôlego nas últimas semanas. Outra tese que roda no partido é de que ele poderia comandar, por exemplo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A vantagem de ter o governador da Bahia no comando da estatal, dizem fontes palacianas, seria levar um nome político forte para o posto, com capacidade de lidar com a crise que se formou dentro e fora da empresa. Se ele conseguir conduzir de maneira eficiente a tarefa, sai da estatal fortalecido.

Mas, acrescenta um interlocutor, isso significa colocar em uma posição delicada uma das principais apostas do PT para disputar a Presidência em 2018. Isso considerando que a legenda já não tem tantas opções, para o caso de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficar fora do páreo.

Além disso, dizem colegas de partido, Wagner tem sinalizado que prefere outra alternativa. O MDIC, por exemplo, agrada. Ali, ele teria a tarefa de melhorar a relação do governo com o empresariado.

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