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domingo, 11 de janeiro de 2015 Governo | 06:00

‘Não vim a Brasília para fazer estágio de cargos’, diz Helder Barbalho

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O ministro da Pesca, Helder Barbalho (PMDB-PA). Foto: Divulgação

O ministro da Pesca, Helder Barbalho (PMDB-PA). Foto: Divulgação

Indicado para a Secretaria da Pesca dentro da cota do PMDB, Helder Barbalho nega diz enxergar na pasta “um grande desafio” e nega que pretenda usar o ministério como vitrine para uma nova candidatura a governador do Pará. Ele afirma que pretende corrigir “distorções” da pasta, que já se viu às voltas em denúncias de corrupção.

“Existe uma distorção, que precisa ser corrigida”, afirmou Helder, ao Poder Online, sobre o cadastro de pescadores e a política de distribuição de benefícios como o Seguro Defeso – uma espécie de seguro-desemprego garantido a pescadores artesanais no período em que a atividade é interrompida para reprodução dos animais. “A orientação da presidenta é que tenhamos todas as atitudes necessárias para garantir que haja transparência e controle sobre essas ações”, completa o filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

Ministro, o senhor assumiu o Ministério da Pesca já com o desafio de regularizar a situação do cadastro dos pescadores e de rever a política da pasta como um todo, após diversas denúncias de corrupção. Como o senhor pretende dar início a este trabalho?
Nós estamos avaliando com os técnicos do Ministério, em conjunto com os demais ministérios, no sentido de efetivamente termos clareza da atual situação do cadastro de pescadores em todo o Brasil e, com isso, garantirmos o máximo de transparência possível no recadastramento, além de termos uma avaliação real da quantidade de pescadores no país, para que os mesmos possam ter acesso às informações e aos benefícios originários do Seguro Defeso.

Hoje, então, ainda não há transparência?
Existe uma distorção, que precisa ser corrigida. A orientação da presidenta é que tenhamos todas as atitudes necessárias para garantir que haja transparência e controle sobre essas ações e que, desta forma, sejam efetivamente beneficiados aqueles que estejam envolvidos com estas atividades.

A presidente já falou na necessidade de uma revisão rápida com relação a estas questões, sobretudo quanto às evidências de fraudes anteriores. Vocês já estão trabalhando com algum prazo, para que a situação seja normalizada?
Nós estamos iniciando uma discussão com os ministérios da Previdência, do Desenvolvimento Social e do Trabalho, para que possamos construir uma transversalidade de cadastros entre estes ministérios e estabelecer uma nova tecnologia de recadastramento de todos os pescadores que possuem a documentação. A partir daí, poderemos obter um raio-x exato do quantitativo de pessoas envolvidas na cadeia da pesca e da aquicultura no Brasil.

Em um país continental como o Brasil, esse raio-x é algo razoavelmente complexo, não?
Sem dúvida alguma, é um grande desafio porque envolve muitas pessoas e um grande volume de benefícios em torno disso. Por isso, nós precisamos deste raio-x exato sobre a pesca e a aquicultura no país.

O fato de o senhor ser paraense, ou seja, de um estado em que a pesca é uma atividade de grande relevância, pode contribuir na realização deste diagnóstico?
Certamente. É uma realidade da qual nós temos bastante conhecimento, o que possibilitará um diálogo mais próximo.

Sua ida para o Ministério da Pesca pode contribuir também para uma nova tentativa de se eleger governador do estado do Pará, em 2018?
Eu tenho dito que não vim a Brasília para fazer um estágio em busca de novos cargos. Meu objetivo é servir o país da melhor forma possível e estou muito honrado em poder assumir este projeto que é, sem dúvida alguma, o maior desafio que já tive em minha vida.

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