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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 Governo | 04:00

Para conter desgaste, Dilma aponta para novo governo mais centralizado e mais político

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Diante de um momento de adversidade econômica e do desgaste motivado por denúncias de corrupção, o governo precisa atuar de forma mais centralizada e mais próxima da esfera política, com um discurso unificado e estruturado, para não sangrar em meio aos ataques da oposição. Foi esta a mensagem central que os ministros tiraram da primeira reunião com a presidente Dilma Rousseff, realizada na tarde de ontem.

Dilma comanda a primeira reunião ministerial do novo governo (Foto: Alan Sampaio/iG Brasília)

Dilma comanda a primeira reunião ministerial do novo governo (Foto: Alan Sampaio/iG Brasília)

Saiba mais: Dilma fala de ajuste econômico e pede aos ministros: ‘Façam o possível’

De acordo com um ministro presente no encontro, uma frase ajuda a resumir como tende a ser a nova gestão: “Não proponham nada novo sem falar conosco”. Quem fez a declaração foi ninguém menos que o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que aos olhos dos antigos e novos colegas entra fortalecido no segundo mandato de Dilma.

Além de Mercadante, os ministros que tiveram a oportunidade de fazer exposições durante o encontro foram aqueles com vínculos às áreas econômica e social do governo, que, segundo a presidente, serão prioridade absoluta no momento. Falaram Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Tereza Campelo (Desenvolvimento Social), Carlos Gabas (Previdência), Manoel Dias (Trabalho) e Guilherme Afif (Micro e Pequena Empresa). O vice Michel Temer também discursou.

Nas mais de quatro horas de reunião, Dilma não escondeu a preocupação com impacto das denúncias de corrupção na Petrobras no governo. Foi feita menção, inclusive, às ameaças de impeachment feitas pela oposição. Daí a necessidade, segundo a presidente, de todos os auxiliares apoiarem as medidas apresentadas como parte do ajuste fiscal e se empenharem para evitar prejuízos às ações sociais estratégicas.

A presidente pediu que o discurso da equipe esteja alinhado, sem qualquer tipo de exposição pública das divergências entre os membros do primeiro escalão. Avisou que não quer saber de brigas pela imprensa, nem de fogo amigo dentro da equipe. E pediu expressamente aos ministros que assegurem o comprometimento de seus respectivos partidos com o projeto do governo.

Além disso, Dilma confirmou as expectativas e pediu a todos que tratem como prioridade a articulação política, recebendo parlamentares e ouvindo demandas de todos os setores.  E prometeu fazer sua parte. Disse que vai inclusive realizar reuniões ministeriais nos mesmos moldes com mais frequência.

Leia também: Atrasado, Joaquim Levy chegou depois de Dilma na reunião ministerial

 

 

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