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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 Governo | 12:51

Forma como saída de Graça foi anunciada gerou estranhamento no próprio governo

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É de causar estranhamento a maneira como a saída da presidente da Petrobras, Graça Foster, foi anunciada, nesta quarta-feira. A notícia foi dada após um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pedindo esclarecimento sobre as notícias que vazaram sobre a troca de comando na estatal. Até aí, tudo bem. Mas, até o fim da manhã, a equipe de comunicação da empresa parecia para lá de confusa sobre como tratar pedidos de esclarecimento dos jornalistas. Assessores da estatal transferiam sucessivamente as ligações sem responder às perguntas e pediam que a solicitação de informações fosse por emails, que ficaram sem resposta.

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Presidente da Petrobras, Graça Foster. (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)

Presidente da Petrobras, Graça Foster. (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)

O comunicado da Petrobras sobre o assunto não só foi tímido, como só começou a ser distribuído nos diferentes meios de comunicação da empresa por volta do meio-dia. Com apenas uma frase, a mesma enviada à CVM: “A Petrobras informa que seu Conselho de Administração se reunirá na próxima sexta-feira, dia 06.02.2015, para eleger nova Diretoria face à renúncia da Presidente e de cinco Diretores”, diz a nota.

Um assessor palaciano dizia achar esquisito o fato de não haver um plano para divulgação simultânea da informação pela empresa e pela Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto. Afinal, prosseguiu, isso só seria compreensível se a notícia fosse extra-oficial. Mas se a Petrobras confirmou formalmente ao mercado, não haveria motivo para o governo não tocar no assunto. Outro assessor dizia estranhar o fato de o comunicado não listar os nomes dos diretores que deixarão o comando da empresa junto com Graça.

 

 

 

 

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