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sexta-feira, 6 de março de 2015 Estados | 10:00

PSDB ainda vê interesse de Serra na prefeitura em 2016

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O PSDB de São Paulo diz desconfiar e muito das declarações do senador José Serra (PSDB-SP) de que não quer nem ouvir falar em disputar a prefeitura paulistana em 2016. Líderes da legenda investem na tese de que o tucano prefere mil vezes disputar um cargo executivo a se concentrar no mandato de senador. E pode sim reivindicar a candidatura.

José Serra: 'Paz e amor' (foto: divulgação)

José Serra: ‘Paz e amor’ (foto: divulgação)

Serra repete à exaustão que a prefeitura paulistana, para ele, é uma etapa cumprida e nega qualquer interesse em concorrer. Alguns aliados dizem que, no máximo, ele pode vir a cogitar a disputa ao governo paulista. Mas que seu foco continua sendo o de disputar a Presidência mais uma vez, uma indicação que disputaria com o governador Geraldo Alckmin e o candidato derrotado ao Planalto Aécio Neves (MG).

Como bem sabe o PSDB, Serra é famoso por só se colocar na disputa aos 45 do segundo tempo. Eleição após eleição, ele aguarda até dias antes do prazo final de candidatura para se apresentar. Até lá, a articulação é sempre feita de maneira silenciosa.

Uma parcela significativa do PSDB investe hoje no discurso da renovação. Diz que o PSDB seguirá encolhendo se insistir em lançar sucessivamente os mesmos nomes para as disputas de cargos no Executivo. E aponta que o partido perde a oportunidade de construir novos nomes diante do desgaste demonstrado pelo PT.

Dentro desse cenário, a tese é que Serra pode vir a trabalhar por um nome como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Este último vem sendo mantido longe do holofote eleitoral, mas tucanos argumentam que a jogada é evitar que ele se desgaste antes da hora. Outro tucano interessado na vaga e também próximo de Serra é Andrea Matarazzo.

Alckmin, entretanto, tem demonstrado que fará o possível para manter o controle do processo eleitoral de 2016. Ao menos por enquanto, a expectativa é de que o vereador Mario Covas Neto, seu aliado, assuma o comando do diretório municipal. Alckmin trabalha, em seu círculo próximo, nomes como o secretário Saulo de Castro Abreu. Alguns nomes, embora tidos como mais frágeis, seguem na lista de apostas, como o deputado Bruno Covas.

 

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