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quinta-feira, 19 de março de 2015 Governo | 07:00

Saída de Cid alimenta torcida no governo por rapidez na reforma ministerial

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Embora muita gente manifestasse ontem à noite preocupação com o impacto da demissão de Cid Gomes sobre o governo, petistas com bom trânsito no Planalto também diziam enxergar ao menos um ponto positivo: a possibilidade de a saída do ministro da Educação agilizar as conversas para uma reforma ministerial.

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A presidente Dilma Rousseff. (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

A presidente Dilma Rousseff. (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

No círculo próximo a Dilma Rousseff, é recorrente a queixa sobre a demora da presidente em redesenhar o ministério. Pelo menos três ministros ouvidos pelo Poder Online admitem que as conversas para as trocas no primeiro escalão praticamente não andaram, enquanto as especulações sobre quem estaria com a cabeça a prêmio correm soltas.

E, se depender do histórico da presidente, as discussões podem se arrastar por meses. Um exemplo citado com frequencia pelos auxiliares da presidente é o da saída de Graça Foster do comando da Petrobras. De acordo com um auxiliar da presidente, uma das ideias originais era acomodá-la no Ministério de Minas e Energia. Mas Dilma demorou tanto para ceder aos pedidos pela saída da presidente da estatal, que sua única opção, no momento em que a demissão se concretizou, era ir para casa.

Se isso se repetir, afirma um desses ministros, a ideia de reformular o primeiro escalão acaba atrapalhando muito mais do que ajudando.

 

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