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terça-feira, 24 de março de 2015 Política | 07:00

Falta de vitrine dificulta projeto dos irmãos Gomes de candidatura em 2018

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Desde a semana passada, aliados do agora ex-ministro Cid Gomes embalaram discursos em favor de uma candidatura presidencial em 2018. Dizem enxergar na cena do ex-governador do Ceará com o dedo em riste na direção do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), uma peça de propaganda de primeira linha para associar Cid ao sentimento de cansaço em relação ao governo do PT. Na prática, entretanto, a saída de Cid do Ministério da Educação jogou água numa peça fundamental da estratégia política da família Gomes: a de garantir uma vitrine com projeção nacional para o clã até que se aproxime a disputa presidencial.

Cid e Ciro Gomes (foto Marcelo Casal Jr ABr)

Cid e Ciro Gomes (foto Marcelo Casal Jr ABr)

Meses atrás, mesmo quando já se especulava sobre a possibilidade de Cid virar ministro, a família Gomes ainda trabalhava com o nome do irmão Ciro, veterano em eleições, como opção para 2018. O próprio Ciro não escondia nos bastidores o desejo de concorrer. Dizia que não se deixaria abater pelo desgaste de seu grupo e a decisão de aderir ao PROS, deixando o PSB de Eduardo Campos. E que trabalharia até onde fosse necessário para dar “sobrevivência” ao seu projeto eleitoral.

Quando a indicação de Cid para o ministério se concretizou, o grupo político dos Gomes passou a trabalhar com seu nome como candidato para a corrida  de 2018. Ciro, como contou o Poder Online na época, buscou uma alternativa no setor setor privado. Acabou aceitando um convite da CSN.

Na prática, entretanto, aliados avaliam que é cedo para dizer quem pode ser o nome a ser trabalhado para uma disputa pelo Palácio do Planalto. Cid, dizem aliados, tem a vantagem de fazer o mesmo discurso do irmão em relação aos “vícios” do sistema político brasileiro, sem ter protagonizado tantas polêmicas no decorrer dos anos. Ciro, por sua vez, tem o recall de eleições passadas.

O desafio agora, admitem pessoas próximas aos irmãos Gomes, é buscar um novo projeto capaz de dar visibilidade a Cid e a Ciro. Não se sabe, por exemplo, até que ponto o PROS poderia abrigar a empreitada, já que o partido foi criado com o dedo do Palácio do Planalto, como parte da estratégia para a corrida presidencial do ano passado.

 

 

 

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