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sábado, 11 de abril de 2015 Partidos | 06:00

PT se prepara para abrir mão de doações privadas e fala em estender cobrança do dízimo

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O PT pretende aprovar na próxima semana a decisão de abrir mão de doações de empresas privadas para financiar a estrutura partidária. O assunto começou a ser articulado internamente nas últimas semanas, com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como uma forma de responder ao desgaste de imagem sofrido pelo partido diante das denúncias de corrupção na Petrobras.

Abertura da quarta edição do Congresso do PT (Foto: Instituto Lula)

Abertura da quarta edição do Congresso do PT (Foto: Instituto Lula)

A proposta será submetida à executiva nacional do partido e ao diretório nacional, que se reúnem no fim da semana. Em tese, a votação é mais uma formalidade, já que a direção partidária calcula que a ideia já está bem negociada internamente e será aprovada sem muitas dificuldades.

A ideia, explicam dirigentes da legenda, é abrir mão das doações de empresas somente no que se refere ao financiamento do partido. Campanhas eleitorais, por exemplo, continuariam seguindo as mesmas regras da Justiça Eleitoral aplicadas a todos os partidos.

 

Uma vez aprovada a decisão de se financiar apenas com doações de pessoas físicas, o PT trabalhará em duas frentes para compensar o desequilíbrio nas contas. Primeiro, deve intensificar o corte de gastos que já está em andamento – hoje o partido mantém estruturas amplas em São Paulo e em Brasília.

O PT já está com cinto bem apertado, desde que minguaram as doações de empresas para o caixa da legenda, na esteira das denúncias da Operação Lava Jato. Como adiantou o Poder Online, o partido iniciou há algum tempo um corte de gastos, suspendendo, por exemplo, todas as viagens desnecessárias de dirigentes.

Em segundo lugar, a sigla já estuda internamente uma forma de estender a cobrança do chamado “dízimo petista”. Hoje, o partido cobra uma quantia mensal de todos os seus integrantes que ocupam cargos no governo. O plano, agora, é cobrar uma quantia mensal também de todos os demais filiados. O modelo exato de como seria o novo dízimo do PT ainda não está desenhado. Mas fala-se em fazer uma cobrança variável, de acordo com a renda do filiado.

 

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