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terça-feira, 14 de abril de 2015 Governo | 17:48

Endossada por Dilma, escolha de Fachin para o STF indica alívio nas tensões com PMDB

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A perspectiva de que a presidente Dilma Rousseff confirme nas próximas horas a indicação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal (STF) é motivo de comemoração para boa parte dos ministros que integram o círculo próximo da presidente. O paranaense estava desde o início na lista de favoritos da petista e de vários de seus auxiliares para a vaga que se abriu na Corte com a aposentadoria de Joaquim Barbosa.

Nas últimas semanas, mais de um ministro lamentava nos bastidores a expectativa de que a nomeação fosse descartada, por conta do risco de ser derrubada em sabatina no Senado. A saída de Fachin da lista chegou a ser dada como certa. Por isso a retomada ajudou a reforçar a percepção de que o governo começa a colher um alívio – mesmo que pequeno – nas tensões com o PMDB, empoderado com a transferência da articulação política para o vice-presidente Michel Temer.

Por outro lado, é clara também a percepção de que a indicação deve ter um custo político concreto para o governo.  O acerto dos ponteiros com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é tido como essencial para viabilizar a nomeação de Fachin, já que os senadores peemedebistas prometiam barrar o nome de Fachin ou de qualquer indicado que tivesse forte relação com o PT ou o governo. O paranaense mantém boa relação não só com o partido da presidente, como também com movimentos sociais como o MST.

Pode passar pela negociação, por exemplo, a permanência de Vinicius Lages no Turismo – o ministro é apadrinhado de Renan e ocupa uma cadeira que o governo tenta liberar para o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves. Além disso, as atenções se voltam também para as indicações no segundo escalão, um processo que agora corre sob coordenação de Temer.

Uma vez confirmada, a indicação colocará fim a uma espera de meses pela substituição de Barbosa, que se aposentou no meio do ano passado. Dilma vinha sendo criticada por sua própria equipe pela demora em indicar o substituto. Um argumento era o de que a lentidão contribuía não só para o desgaste de imagem pessoal da presidente, mas também para a instabilidade do governo como um todo, no que se refere à sua capacidade de articulação com a base aliada e com o Congresso.

Leia também: Depois do ministério, a indicação para o STF

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