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quarta-feira, 15 de abril de 2015 Partidos | 15:45

Com fama de ‘arrecadador eficiente’, Vaccari enfrenta denúncias desde que assumiu

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Preso nesta quarta-feira em mais uma etapa da Operação Lava Jato, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é alvo de denúncias desde que assumiu as contas partidárias. Quando foi indicado para o cargo, o secretário de Finanças estava na mira do Ministério Público de São Paulo, por conta do caso Bancoop.

A Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) estampou as manchetes assim que Vaccari foi indicado para a tesouraria petista, no início de 2010, por conta da suspeita de que o dinheiro pago por cooperados para a construção de imóveis tivesse sido desviada para caixa do partido. O tesoureiro, que comandou a cooperativa entre 2004 e 2010, dizia que a investigação não passava de uma “ação eleitoreira” e atribuía os problemas a falhas de planejamento.

Leia também: Surpreso com prisão, PT teme virar alvo se abandonar Vaccari

João Vaccari, na CPI da Petrobras (Foto: Agência Câmara)

João Vaccari, na CPI da Petrobras (Foto: Agência Câmara)

Vaccari também chegou a ter seu nome mencionado em investigações do escândalo dos “aloprados”, em 2006, quando petistas foram presos tentando comprar um dossiê contra candidatos tucanos. Ele entrou no caso por ter conversado por telefone com Hamilton Lacerda, então coordenador de Comunicação da campanha do hoje ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) e um dos envolvidos na tentativa de compra do dossiê. O tesoureiro, entretanto, não foi denunciado.

Vaccari sempre foi defendido por colegas de partido mais próximos, em especial aqueles pertencentes ao seu grupo dentro do PT, a corrente Construindo um Novo Brasil – a mesma de Lula e de nomes como José Dirceu e Antonio Palocci. O argumento repetido à exaustão pelos petistas era o de que não havia provas concretas do envolvimento do tesoureiro de nenhuma das acusações. O próprio Lula saiu abertamente em defesa de Vaccari, já durante as investigações da Operação Lava Jato.

Mais do que isso, Vaccari sempre recebeu elogios dos colegas mais próximos. De perfil discreto, ele raramente fala com a imprensa e abandonou a prática que havia sido implantada pelo antecessor Paulo Ferreira, de comentar com frequência as finanças partidárias e a arrecadação da legenda. Mas quem é próximo do tesoureiro o descreve como um “arrecadador eficiente”, que soube reforçar de maneira significativa o caixa petista desde que assumiu a função.

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