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quarta-feira, 15 de abril de 2015 Partidos | 19:39

PT pode optar por substituto interino para João Vaccari

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Com dificuldade de encontrar um nome para substituir João Vaccari Neto no posto de secretário de Finanças, o PT pode optar por um interino para o posto. A ideia está entre as possibilidades discutidas pela direção petista nesta quarta-feira, após o partido tomar a decisão de afastar Vaccari após o dirigente ser preso em mais uma fase da Operação Lava Jato.

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O PT chegou a ventilar alguns nomes para o posto nos últimos meses, diante do agravamento das denúncias, mas nenhum indicou qualquer tipo de disposição de assumir a função. Entre os citados, estavam, por exemplo, Edinho Silva e Paulo Ferreira. O primeiro tornou-se ministro da Secom. O segundo, que assumiu a função no auge do escândalo do mensalão, também indicou internamente que não interesse.

Nenhuma abordagem formal chegou a ser feita antes do afastamento de Vaccari. De acordo com um ministro ouvido pelo Poder Online, a escolha por um interino não só facilitaria o preenchimento rápido do posto, como passaria a mensagem de que o partido acredita na inocência do tesoureiro.

Outro ponto que pode facilitar o preenchimento da vaga é a expectativa de que o partido abra mão formalmente de doações privadas para financiar a estrutura partidária. A proposta já estava sendo encaminhada pela direção partidária, como adiantou o Poder Online, e agora ganha força para ser aprovada, na opinião de líderes petistas.

Em tese, há algumas regras de ordem burocrática relacionadas à substituição de Vaccari. A regra petista prevê, por exemplo, que seja um integrante da direção nacional. Em tese, também deve ser um membro da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), ala que dá as cartas no partido e é integrada pelo tesoureiro afastado. Mas o comando partidário não descarta rever esses critérios, caso encontre um nome que julgue adequado para a vaga e esteja fora desse espectro.

Alguns petistas insistem, entretanto, na necessidade de indicar um nome “experiente” para a função. Por isso mesmo, diz um líder da legenda, é possível que todo o processo de escolha – que tende a ser encerrado até sexta-feira – ocorra sob tutela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

 

 

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