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quinta-feira, 16 de abril de 2015 Partidos | 09:00

Desgaste do PT põe Alckmin, Aécio e Serra no páreo para 2018

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Com o desgaste sofrido pela presidente Dilma Rousseff e o PT, agora acentuado pela prisão do tesoureiro João Vaccari Neto, o PSDB vê a chance de reciclar um de seus três últimos candidatos ao Planalto. Em tese, o que se diz no partido é que não há mais jogo de cartas marcadas. Hoje, Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra estão todos no páreo para a corrida presidencial, cada um com um estilo e estratégia próprios.

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Aécio, segundo interlocutores, trabalha para se transformar numa espécie de voz dos movimentos de rua contrários ao governo do PT. Aceitou encampar o discurso do impeachment da presidente Dilma Rousseff, fala abertamente sobre o apoio às manifestações e aproveita o cargo de presidente do partido para se manter em evidência. Tem como principal ponto negativo o fato de ter perdido em casa na última eleição presidencial. Aécio foi derrotado em Minas Gerais, tanto como candidato à Presidência quanto como patrocinador da candidatura de Pimenta da Veiga na corrida estadual.

Como São Paulo assegurou um bom desempenho para o senador mineiro no placar geral, o coro no PSDB de São Paulo é pela escolha de um nome paulista para a vaga. Alckmin, por enquanto, tem optado por uma abordagem “não política”, dizem os colegas de partido. Mantém-se mais concentrado em amenizar problemas da administração estadual que possam virar uma fatura a ser paga lá na frente, como a crise hídrica. E tem optado por evitar ataques diretos à presidente Dilma e ao PT.

Serra, por sua vez, seria a alternativa mais “política” das três, diz um aliado. Há quem aposte que ele teria mais chances, por exemplo, de atrair o PMDB para uma aliança eleitoral, tanto pelo fato de ter origem na legenda, quanto pela boa relação que mantém com alguns caciques da sigla. O senador paulista investe pesado no discurso econômico e, por isso, poderia levar a melhor no contraponto direto ao governo Dilma, avalia o interlocutor.

Parte da disputa que começa a tomar forma entre os três tucanos passa pela eleição municipal do ano que vem. Principalmente no que se refere a Alckmin e Serra.

No PSDB paulista, a tese é que uma eventual candidatura de Aloysio Nunes Ferreira fortalece o nome do senador, de quem é aliado fiel. O efeito seria ainda mais forte no caso de uma vitória do tucano sobre o petista Fernando Haddad. Já Alckmin se beneficiaria de um bom desempenho de Marta Suplicy na corrida. Isso porque a petista prestes a ingressar no PSB será lançada com aval do governador paulista, que poderia, assim, amarrar um apoio do PSB para uma eventual candidatura presidencial.

No PSDB, alckmistas, serristas e aecistas concordam que qualquer diagnóstico, neste momento, é impreciso em função da distância da corrida presidencial. Ainda assim, é consenso também que a tendência é um acirramento progressivo da disputa já nos próximos meses. Que tende a aumentar principalmente se a crise de Dilma e do PT se agravar.

Saiba mais: Por 2016, PSDB trabalha para unir Serra e Alckmin

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