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segunda-feira, 11 de maio de 2015 Congresso | 19:44

‘Janot está forçando a barra’, diz Eduardo Cunha

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rebateu as declarações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que as investigações da Operação Lava Jato seriam “absolutamente impessoais”.

De acordo com Cunha, a impessoalidade adotada em relação a outros citados nas delações premiadas – em especial o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS) – não foi aplicada em seu caso. “O que está havendo aqui é o procurador forçando a barra e, mesmo que eu fosse o autor e tivesse assinado o requerimento, não teria nada a ver com o processo investigatório”, afirma o peemedebista.

“O que ele fez foi criar um constrangimento para mim e para o Poder Legislativo. Foi uma afronta à Câmara dos Deputados”, critica Cunha, “ele escolheu a mim para investigar e não adianta ele, com a palavra, dizer que o Ministério Público é impessoal”.

Cunha desconversou, no entanto, ao comentar a proposta que impediria a recondução do procurador-geral da República a seu cargo: “Propostas assim tem 200 na Casa, cada um que apresente a sua e vote”.

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