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sábado, 13 de junho de 2015 Partidos | 13:59

Petistas gritam “fora Cunha” mas rompimento com PMDB é rejeitado

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Além de amenizar todas as críticas da esquerda do partido à política econômica, a ala majoritária do PT conseguiu também barrar as tentativas de rompimento da aliança prioritária com o PMDB, expressa no texto apresentado pela corrente O Trabalho.

A emenda foi derrotada e substituída por um texto mais genérico, que aponta mais para a construção de frente de esquerda e para a manutenção da atual aliança.

A defesa, no entanto, do rompimento se tornou uma catarse petista com gritos de “fora Cunha” em referência ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que tem imposto uma série de constrangimentos ao governo e ao PT desde que assumiu o cargo. O deputado Carlos Zaratini (PT-SP) chegou a se referir a Cunha como o “oportunista de plantão”.

O texto proposto apontava o PMDB como “sabotador” do governo e pedia a rompimento da aliança já para as eleições do próximo ano. “O presidencialismo de alianças e junto com ele a política de alianças que desde 2002, diminui a bancada do PT de 91 deputados para 69 de agora. Na lógica deste sistema, a crise política tem levado a dar espaço de poder ao principal aliado, muitas vezes sabotador do governo, o PMDB, que opera na contrarreforma política, pela revisão do regime de partilha do pré-sal e pela terceirização completa do trabalho com a consequente redução de direitos sociais”, dizia o texto.

“O 5º Congresso do PT indica que esta política de alianças deve ser revistas agora para as eleições de 2016, em favor da aliança com forças políticas e sociais sintonizadas com as reformas populares que o PT defende”, dizia o texto.

Na defesa da proposta, Júlio Turra filho, executiva da CUT reclamou do tratamento por parte do governo à bancada petista. “Na atual situação de crise política e econômica, a  é como se fosse um partido minoritário da Câmara dos Deputados. Seu principal aliado, que detem a vice-presidência da Rpública, passa a ser um articulador político”, reclamou.

“É necessário rever essa aliança prioritária nacional com o PMDB que inclui as oligarquias mais retrógrada e homofóbica. Como é possível priorizar este partido na política de alianças”, disse Turra.

Apesar dos protestos, a emenda foi rejeitada, com a defesa feita pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

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