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sábado, 13 de junho de 2015 Brasil, Congresso, Eleições, Governo, Partidos, Política | 15:18

Rompimento com o PMDB desestabilizaria governo Dilma, avalia Rui Falcão

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Ao fim do 5º Congresso do PT, o presidente do partido, Rui Falcão, avaliou que o rompimento com o PMDB poderia desestabilizar ainda mais o governo da presidente Dilma Rousseff. A proposta apresentada pela esquerda do partido foi derrotada pelos delegados da corrente majoritária na manhã deste sábado (13), em Salvador (BA).

“É evidente que há no PT manifestações. A gente não esconde. Agora não há nenhuma condição, nenhum propósito de romper aliança no Congresso nacional com os parceiros que integraram a nossa coligação”, disse o presidente do PT.

Para Falcão, os problemas com o PMDB e com outros partidos da base devem ser resolvidos na negociação política. “Isso requer conversa, negociação política e não, simplesmente, um rompimento unilateral que, tal a conjuntura que vivemos hoje, poderia levar uma desestabilização do nosso governo”, disse Rui Falcão ao final do encontro do partido.

“O trabalho de costura das lideranças, da presidente, e nós mesmos, no diálogo com os outros partidos, é procurar o de dar estabilidade e governabilidade à nossa presidente, para o nosso governo”.

Apesar dos problemas com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que vem imprimindo constrangimentos ao governo e ao PT desde sua posse no cargo, Falcão aconselhou a manutenção da aliança.

“O Congresso Nacional é o que o povo elegeu. Trata-se de um Congresso contraditório, agora com mais participação de representantes do conservadorismo. Mas é o Congresso que é um Poder constituído. Nós temos nos relacionar com ele. É evidente que há contradições dentro da base aliada, não só com o PMDB”, reconheceu.

“Neste processo há contradições, há oposições. a principal delas é que tem oposto um setor grande do Congresso a um tipo de governança que imprime o presidente da Câmara, como se viu agora, neste episódio da votação do financiamento empresarial”, avaliou.

 

 

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