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quarta-feira, 7 de outubro de 2015 Brasil, Congresso, Governo, Partidos, Política | 19:52

Movimentação de Cunha para “cortar asas” de Picciani preocupa governo

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O deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Foto: Agência Câmara

O deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Foto: Agência Câmara

A disputa de poder entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o líder do PMDB na Casa, Leonardo Picciani (RJ), tem preocupado o governo que teme que a briga impeça o governo de colher os frutos de ter dado ao principal aliado sete pastas importantes, na reforma feita pela presidente no início da semana.

Depois de perder a liderança do bloco da maioria, em uma manobra arquitetada por Cunha, Picciani, passou a se movimentar para não perder a liderança da bancada de seu partido. O líder passou a quarta-feira (7) coletando assinaturas para permanecer na liderança da bancada no próximo ano.

O objetivo de Picciani é se cacifar para a Presidência da Câmara. Recentemente, ele passou a ser um interlocutor privilegiado do Planalto nas negociações de cargos, em contraponto ao grupo peemedebista que defende o rompimento com Dilma e que forma a tropa de choque de Cunha.

Ao negociar com o Planalto, Picciani também obteve apoio do governo para seu projeto de chegar a presidência da Câmara.

Cunha, por sua vez,  joga contra a ascensão de Picciani como liderança no partido, ao mesmo tempo em que vê seu próprio poder ser colocado em xeque , devido a série de denúncias, entre as quais, as mais recentes suspeitas de contas na Suíça em seu nome e em nome de parentes.

O primeiro sinal de que a coalizão não funcionou foi a ausência de deputados da base do governo na sessão do Congresso, chamada pelo presidente da Casa, Renan Calheiros, para votar os vetos da presidente Dilma Rousseff.

Em movimento orquestrado, líderes de quatro partidos da base aliada na Câmara dos Deputados não registram presença. A sessão foi encerrada por falta de quorum para deliberação.

Preocupado com a falta de resultados da reforma, o chefe da Secretaria de Governo, ministro Ricardo Berzoini, responsável pela articulação política, chamou interlocutores aliados insatisfeitos com a supervalorização do PMDB na Esplanada para uma conversa no Planalto.

Participam da reunião com o ministro os deputados Maurício Quintella (PR­AL), Eduardo da Fonte (PP­PE), Celso Russomanno (PRB­SP), Rogério Rosso (PSD­DF), Jovair Arantes (PRB-), Eduardo da Fonte (PP-PE) e Maurício, Domingos Neto (PDT-CE), Aluísio Mendes (PSDC-MA), José Guimarães (PT-CE), Andre Moura (PSC-SE) e Marcelo Aro (PHS-MG).

Dos 34 deputados do PR, partido que tem o Ministério dos Transportes, apenas oito compareceram a sessão. Do PSD, partido que controla o Ministério das Cidades , compareceram oito de 33 parlamentares. Já o PP, que tem o ministro da Integração Nacional, Gilberto Ochi, colocou em plenário 16 dos 39 deputados de sua bancada. O PRB, que manteve o ministro George Hilton no ministério dos Esportes,  colocou 10 de seus 20 deputados em Plenário. Do PMDB, compareceram 37, dos 66 deputados.

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